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Europa: Bolsas fecham em alta com payroll dos EUA

Por Da Redação 3 fev 2012, 14h39

Por Gabriel Bueno

Londres – Os principais mercados das bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, com dados sobre emprego melhores do que os esperados nos Estados Unidos, reforçando a visão de que a recuperação econômica está em andamento. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou alta de 1,64%, ou 4,27 pontos, para 264,38 pontos. Na semana, subiu 3,52%.

O Departamento de Estado informou que 243 mil empregos foram criados em janeiro, ante expectativa de 125 mil vagas novas. Foi o maior ganho desde abril do ano passado. A taxa de desemprego caiu para 8,3%. Na Europa, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro subiu para 50,4 em janeiro, de 48,3 em dezembro, segundo a Markit Economics. Uma leitura acima de 50 indica expansão, e abaixo, contração. “A crise não é tão profunda quanto temíamos e isso é importante para o mercado de ações”, afirmou Koen De Leus, estrategista da KBC Securities.

Entre as principais altas, as ações do Temenos Group dispararam quase 16% após o grupo de software britânico Misys PLC confirmar que as duas companhias estão em conversas preliminares para uma potencial fusão. Misys avançou 1,2%. Bekaert recuou 6%, após o ING rebaixar a ação para “vender”. A companhia belga de fios de aço informou na quinta-feira que estava demitindo 600 funcionários para reduzir seus custos globais de produção.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 1,81%, para 5.901,07 pontos. Foi a primeira vez que Londres fechou acima dos 5.900 pontos desde julho de 2011. Na semana, o FTSE 100 registrou alta de 2,92%. Admiral Group subiu 7,9%, após anunciar a ampliação de suas parcerias de resseguro de carros no Reino Unido até 2014. A companhia de telecomunicações BT Group subiu 3,9%, após registrar um salto de 41% em seu lucro trimestral, ajudada pelo corte de custos, gastos menores e novos contratos.

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Em Paris, o índice CAC 40 teve alta de 1,52%, para 3.427,92 pontos, e na semana subiu 3,29%. Société Générale avançou 7,3%, Crédit Agricole avançou 4,7%, enquanto BNP Paribas subiu 3,2%.

Na Alemanha, o índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, subiu 1,67%, para 6.766,67 pontos, e na semana avançou 3,91%. As ações da fabricante de automóveis Daimler subiu 3,1%, após suas vendas globais de carros da marca Mercedes-Benz subirem 5,8% em janeiro, ajudada por fortes vendas nos EUA e no Japão. As ações da rival BMW subiram 2,9%.

Os bancos europeus tiveram bons desempenhos. HSBC subiu 2,5% e Lloyds avançou 5,1% em Londres. Banco Popolare (+5,2%), KBC Group (+8,6%), Barclays +4,2%) e UBS (+3,5%) tiveram altas. O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, fechou em alta de 1,00%, para 16.439,62 pontos. Na semana, esse índice subiu 2,87%.

Na contramão da tendência positiva na Europa, o índice ASE Composite, da Bolsa de Atenas, caiu 3,8%, para 762,15 pontos, com National Bank of Greece recuando 9,3%. Reportagens afirmaram que o premiê grego, Lucas Papademos, pode renunciar se o plano para financiamento do país não for apoiado pelos três partidos que apoiam seu governo interino de unidade.

Na Suécia, Volvo subiu 4,4%. A fabricante de caminhões informou hoje que seu lucro e suas vendas no trimestre passado ficaram acima das expectativas. Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 1,01%, para 8.861,20 pontos, e na semana avançou 2,36%. Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, subiu 1,81%, para 5.490,65 pontos, e na semana ganhou 1,03%. As informações são da Dow Jones.

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