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Eurogrupo adia decisão sobre segundo pacote de ajuda à Grécia

Encontro que ocorreria na quarta-feira foi postergado para a próxima semana

Por Da Redação 14 fev 2012, 16h16

O Eurogrupo (grupo de países que adotam o euro) decidiu nesta terça-feira adiar para o próximo dia 20 a reunião dos ministros de Finanças da zona do euro, que estava marcada para quarta-feira, sob o argumento de que o governo da Grécia ainda não cumpriu todas as condições para receber o segundo pacote de ajuda – de 130 bilhões de euros.

O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, afirmou por meio de comunicado oficial que ainda é necessário mais trabalho técnico em várias áreas entre Grécia e a chamada “troika” – formada pela Comissão Europeia (braço executivo da União Europeia), o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu – e que ainda não recebeu o compromisso por escrito dos líderes dos partidos da coalizão do governo grego de que aplicarão o plano de ajuste e as reformas estruturais estipuladas.

Juncker explicou que, na quarta, será realizada apenas uma conferência telefônica entre os ministros dos países da zona do euro para analisar as condições pendentes para a aprovação do segundo pacote e para preparar a reunião ordinária da próxima segunda-feira.

Desta forma, o segundo resgate à Grécia não será mais aprovado nos próximos cinco dias -um mês antes de Atenas ter de honrar com o pagamento de 14,5 bilhões de euros em juros da dívida. Se não receber a tempo uma nova injeção de ajuda internacional, o país terá que declarar moratória.

De acordo com Juncker, após a reunião desta terça, ficou claro que a Grécia ainda deve identificar o corte adicional que terá que realizar em 2012 – no valor de 325 milhões de euros – para cumprir a meta de déficit.

Os ministros de Finanças da zona do euro também precisam receber garantias por escrito dos líderes dos partidos que sustentema o governo grego de que aplicarão os ajustes depois das eleições antecipadas, previstas para abril. Paralelamente, é preciso fechar o acordo entre a Grécia e os credores privados sobre a troca de bônus, que oficializará o perdão de metade da dívida privada do país (100 bilhões de euros).

Com isso, o governo de Lucas Papademos ainda precisa atender dois dos três requisitos fixados na quinta-feira passada pelo Eurogrupo, já que o primeiro – o de que o parlamento grego aprove as medidas de austeridade exigidas pela “troika” – já foi cumprido.

(Com EFE)

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