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Eurogrupo acorda reforçar fundo de resgate até 800 bilhões de euros

Por Da Redação 30 mar 2012, 09h18

Copenhague, 30 mar (EFE).- Os ministros de Finanças da zona do euro acordaram nesta sexta-feira reforçar o fundo europeu de resgate até os 800 bilhões de euros, incluindo os 300 bilhões já comprometidos para os resgates da Grécia, Irlanda e Portugal, afirmou a ministra austríaca de Finanças, Maria Fekter.

‘Existe um consenso para elevar o teto do fundo até os 800 bilhões’, disse a ministra à imprensa, e esclareceu que só 500 bilhões seriam ‘dinheiro novo’, que poderia ser utilizado para socorrer países como Espanha e Itália, se for necessário.

Além dos 300 bilhões de euros já comprometidos, será criada uma reserva ou um ‘colchão’ de 240 bilhões de euros para casos excepcionais, embora apenas até meados de 2013.

Esta fórmula responde principalmente à reticência da Alemanha em aumentar os recursos do fundo e ter que submeter a decisão ao voto de seu Parlamento nacional.

Os 800 bilhões de euros seriam possíveis ao somar os 500 bilhões do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), com os 200 bilhões do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) – já comprometidos para os três países em programa de resgate -, mais 100 bilhões de ajudas para os resgates de empréstimos bilaterais e de um primeiro fundo da UE, explicou Fekter.

‘Houve um debate intenso sobre o MEDE e suas capacidades. Temos o programa de resgate para a Irlanda, Portugal e Grécia, que são 200 bilhões de euros. Depois haverá dinheiro novo de 500 bilhões de euros para o MEDE. Sobre isso também há consenso’, disse a ministra austríaca.

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‘Além disso, no início tínhamos créditos bilaterais por 53 bilhões de euros e primeiras ajudas através do primeiro instrumento (de resgate, o fundo da UE ou Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira, EFSM, em inglês) de 49 bilhões, assim chegamos a um importe acima de 800 bilhões de euros’, acrescentou.

Fekter considerou que chegar a esta quantia é importante para convencer o FMI e o G20, que recentemente exigiram à eurozona que reforce suas barreiras como condição para aumentar os recursos do Fundo Monetário Internacional.

Além disso, ela explicou que a criação da reserva de 240 bilhões acontece porque o MEDE não disporá da quantia ainda em julho, quando entrar em vigor todo o dinheiro que os países devem ingressar.

Fekter confia que não será necessário recorrer à reserva uma vez que estiver disponível todo o capital, cujos pagamentos poderiam ser sempre acelerados, segundo consta no tratado do MEDE.

Ainda não se sabe se esta estratégia da UE convencerá os mercados e os parceiros internacionais.

Por enquanto, Fekter sustentou que ‘os mercados já emitem sinais de calma’ e lembrou que, por exemplo, a ‘Itália pôde se refinanciar bem, da mesma forma que outros países’.

‘Em geral a eurozona está consideravelmente mais estável que há alguns meses’, acrescentou. EFE

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