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Euforia pela ajuda à Espanha diminui no fechamento dos mercados europeus

Por Da Redação 11 jun 2012, 16h44

Redação Internacional, 11 jun (EFE).- Os mercados europeus abriram nesta segunda-feira com euforia em uma reação inicial ao plano de ajuda europeia aos bancos espanhóis, mas a falta de concretização desta medida, segundo os analistas, fez com que o otimismo diminuísse no final do dia.

O prêmio de risco da dívida soberana da Espanha – que mede a desconfiança gerada pelo mercado espanhol – disparava ao terminar o dia até 520 pontos básicos enquanto o principal indicador da bolsa espanhola, o IBEX 35, caía 0,54% até fechar em 6.516 pontos.

Algo similar aconteceu nas principais bolsas europeias, que iniciaram a sessão com forte alta e terminaram em baixa ou com leve avanço.

A Bolsa de Milão foi a mais castigada e seu índice seletivo FTSE MIB fechou com um descenso de 2,79%, enquanto o índice geral FTSE Itália All-Share cedeu 2,48%.

O índice CAC-40 da Bolsa de Paris retrocedeu 0,29% e o FTSE 100 de Londres baixou 0,05%, enquanto o DAX 30 do pregão de Frankfurt terminou a sessão com uma alta de um 0,17%.

Os ministros de Finanças da zona do euro decidiram no sábado abrir uma linha de crédito de até 100 bilhões de euros para recapitalizar as entidades financeiras espanholas necessitadas com créditos procedentes do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e do Mecanismo Europeu de Estabilidade.

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Este pacote de ajudas, destinado a reforçar a solvência dos bancos espanhóis, contou com o sinal verde do setor e dos analistas, embora estes tenham advertido que a falta de detalhes pesou mais que o otimismo inicial.

O pregão de hoje foi marcado por uma grande indecisão nos mercados espanhóis. Nos primeiros negócios, o prêmio de risco desabou até 462 pontos básicos, 27 a menos que na véspera, enquanto o IBEX disparou quase 6%, o que fazia pensar que recuperaria o patamar dos 7 mil pontos.

Porém, este otimismo inicial desapareceu progressivamente, à medida que os investidores tomavam consciência da falta de detalhes do acordo, indicaram os analistas consultados pela Agência Efe.

O porta-voz de Assuntos Econômicos da Comissão Europeia, Amadeu Altafaj, minimizou o efeito rebote que teve o anúncio sobre o prêmio de risco, ao explicar que ‘a evolução dos mercados em poucas horas não reflete uma tendência, e acreditamos que a tendência deve ser a de reforçar gradualmente a confiança’, apontou.

O chefe da mesa de dívida Corporação de Poupança, Javier Ferrer, destacou que ainda se desconhece a quantidade exata requerida pelas entidades financeiras espanholas para a recapitalização, o que depende dos relatórios das consultoras independentes encarregadas pelo governo.

À margem desta ajuda, como lembram funcionários do banco espanhol Bankinter, ainda é preciso superar o empecilho das eleições gregas deste domingo, onde ganham força as formações políticas opostas ao plano de resgate, o que poderia questionar a continuidade do país na zona euro.

Neste ponto coincidem os analistas do Banco Madrid, que acrescentam como outra data-chave a reunião do Conselho Europeu do dia 28 de junho. EFE

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