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EUA sancionam empresas de China, Cingapura e Emirados por negócios com Irã

Washington, 12 jan (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, impôs nesta quinta-feira sanções a três companhias estrangeiras, com base na China, Cingapura e Emirados Árabes Unidos, por ‘fazer negócios com o setor energético do Irã’.

As empresas foram sancionadas por exportar petróleo refinado para o Irã, em violação da lei americana, segundo indicou o Departamento de Estado em comunicado.

A ação afeta a firma chinesa Zhuhai Zhenrong, que Washington considera ‘o maior fornecedor de produtos de petróleo refinado ao Irã’, além da cingapurense Kuo Oil Pte Ltd e a árabe FAL Oil Company Limited.

‘Sob as sanções impostas hoje, as três companhias estão proibidas de receber licenças de exportação, financiamento do Banco de Importações e Exportações dos Estados Unidos, além de empréstimos de mais de US$ 10 milhões de instituições financeiras americanas’, assinala o comunicado.

As sanções são as primeiras contra empresas estrangeiras desde agosto de 2011, e estão previstas na Lei Integral de Sanções, Responsabilidade e Desinvestimento (Cisada, na sigla em inglês), aprovada em julho de 2010 e que pune quem investir no setor energético do Irã.

Os EUA consideram que a Zhuhai Zhenrong violou a lei ao entregar ‘mais de US$ 500 milhões em gasolina ao Irã entre julho de 2010 e janeiro de 2011’, incluindo transações que superavam o máximo estabelecido pela legislação.

Já a Kuo proporcionou ‘mais de US$ 25 milhões em petróleo refinado ao Irã entre o final de 2010 e o início de 2011’, com transações que também ultrapassavam os limites impostos pela lei americana.

Por último, a FAL destinou ‘mais de US$ 70 milhões em petróleo refinado ao Irã através de múltiplos envios no final de 2010’.

O Departamento de Estado acrescentou que as sanções serão aplicadas apenas a essas companhias e não a seus países de origem.

As sanções chegam dias depois de o presidente Barack Obama ter assinado uma lei de despesas de defesa que prevê sancionar qualquer instituição ou empresa estrangeira que negocie com o Banco Central iraniano. EFE