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EUA registram menor nível de contratações em 9 meses

Foram criadas apenas 88.000 vagas de trabalho em março, muito abaixo do esperado por analistas. Taxa de desemprego subiu para 7,7% no mês passado

Por Da Redação 5 abr 2013, 12h13

O ritmo de contratações nos Estados Unidos em março caiu para o menor nível em nove meses, um sinal de que o corte de gastos do orçamento americano pode estar roubando o ímpeto da economia local. No mês passado foram criados apenas 88 mil vagas de trabalho, muito abaixo da previsão de analistas consultados pela Reuters, que esperavam aumento de 200 mil empregos em março.

Enquanto isso, a taxa de desemprego caiu de 7,7% para 7,6%, conforme divulgou nesta sexta-feira o Departamento do Trabalho americano. Grande parte dessa diminuição é explicada por um número considerável de pessoas deixando a força de trabalho do país.

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O ritmo mais lento de crescimento nas folhas de pagamento marca uma inversão profunda da recente tendência na qual o mercado de trabalho parecia estar acelerando seu ritmo de recuperação. Isso também vem depois que Washington aumentou impostos em janeiro, e com a entrada em vigor dos cortes de orçamentos federais em março.

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“Quando você chega a números abaixo de 100 mil, você tem de começar a se preocupar”, afirmou o economista da Capital Economics em Londres Paul Dales. Analistas notaram que os cortes de gastos federais começaram há pouco tempo e serão um peso substancial na economia entre abril e junho, quando muitos trabalhadores do governo começam a tirar dias de folga sem pagamento. As folhas de pagamento do governo diminuíram em 7 mil em março, revertendo o aumento de 14 mil empregos em fevereiro.

Desemprego – Na quinta-feira o Departamento de Trabalho americano também divulgou outro dado desanimador do mercado de trabalho do país. O número de norte-americanos que solicitaram novos pedidos de auxílio-desemprego subiu para seu maior nível em quatro meses na semana passada, sugerindo também que a recuperação do mercado de trabalho perdeu um pouco de força em março. O número dos pedidos iniciais aumentou em 28 mil em uma semana, somando 385 mil, o nível mais alto desde novembro. Essa foi a terceira semana consecutiva de alta nos pedidos.

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