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EUA: recuperação do consumo é um bom sinal para o crescimento

Por Por Marc Jourdier 29 ago 2011, 18h08

A recuperação do consumo das famílias americanas em julho, anunciada nesta segunda-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, é um sinal alentador sobre o crescimento econômico do país no terceiro trimestre, dizem especialistas de mercado.

Os gastos de consumo dos lares americanos aumentaram 0,8% em julho em relação a junho, quando retrocederam 0,1% na comparação com maio – segundo dados revisados, anunciou o Departamento de Comércio.

Deduzida a inflação, o consumo aumentou de um mês a outro pela primeira vez desde março, em 0,5%, sendo este o melhor desempenho registrado desde dezembro de 2009. Já a renda dos americanos (Personal Income), cresceu 0,3%, praticamente em linha com as expectativas de mercado, de +0,4%.

Em períodos normais, o consumo das famílias representa dois terços do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos.

Segundo os dados do PIB publicados na sexta-feira, a alta do consumo caiu a 0,4% de acordo com cifras anualizadas na primavera, seu nível mais baixo desde o final da recessão em junho de 2009.

Com a recuperação do consumo em julho, o crescimento econômico americano – que alcançou somente 0,4% no primeiro trimestre, e 1,0% no segundo – parece ter iniciado o terceiro tri com uma base mais favorável.

Referindo-se ao panorama político sobre o incremento do limite da dívida pública americana, que contribuiu para alimentar a incerteza e os temores até sua resolução finalmente no início de agosto, Joel Naroff, de Naroff Economics Advisors, estimou que “provavelmente as pessoas estão deprimidas pela desordem reinante em Washington, mas quase todos conseguiram comprar tudo o que estava a seu alcance”.

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De acordo com as novas cifras oficiais, os economistas da corretora Nomura estimam que o consumo dos lares americanos deve contribuir com um aumento de “1,3 ponto percentual à taxa de crescimento do PIB americano do terceiro trimestre”.

Já para Peter Newland, do Barclays, esta contribuição poderá ser 2 pontos percentuais, cifra que apesar de melhor que o esperado ainda é inferior ao potencial do país.

De uma maneira geral, dizem os especialistas, os indicadores da atividade americana mostram uma aceleração modesta do crescimento no terceiro trimestre, a não ser pelo setor imobiliário, que continua desesperadamente estagnado.

A produção industrial aumentou fortemente em julho e o claro incremento das encomendas de bens duráveis registrado nesse mês permite esperar que o aparente recuo da atividade industrial do mês de agosto não seja demasiado forte e não se estenda a setembro.

Além disso, a tendência de baixa nos índices de desemprego não foram desmentidas pelas cifras.

Contudo, os “riscos” persistem, tanto na Europa como nos Estados Unidos, como recordou na sexta-feira o presidente do Fed (banco central dos EUA), Ben Bernanke, que destacou o caráter predominantemente frágil da recuperação, o que faz desejável – se não indispensável, segundo ele – novas medidas de reativação orçamentária para acompanhar o crescimento.

Apesar dos dados favoráveis sobre consumo, a confiança dos consumidores caiu em agosto a seu nível mais baixo desde novembro de 2008, sinal de que a manutenção da alta do consumo ao ritmo de julho não está assegurada para os próximos meses, dizem os analistas.

Os incrementos de salários são modestos e a capacidade de compra dos americanos continua afetada por uma inflação que alcança seu nível mais alto desde o pânico financeiro de outubro de 2008.

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