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EUA prorrogam em 90 dias licença para Huawei comprar de empresas do país

Prazo acabaria nesta segunda; apesar do recuo temporário, Trump voltou a dizer que não quer fazer negócios com a companhia chinesa por 'ameça a segurança'

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, disse nesta segunda-feira, 19, que o governo americano vai estender por 90 dias a licença para a Huawei comprar suprimentos de empresas americanas. Sem a extensão, a licença para que a gigante chinesa de tecnologia comprasse nos Estados Unidos acabaria hoje. 

Em entrevista à emissora Fox Business, Ross sustentou que as companhias dos EUA entendem os riscos à segurança das suas tecnologias de se fazer negócios com a Huawei, mas ponderou que “ninguém gosta de perder um bom cliente”.

Inicialmente, o governo americano permitiu que a Huawei comprasse alguns produtos fabricados nos Estados Unidos em maio, logo após a inclusão na lista negra da empresa, em um movimento visando minimizar a interrupção de seus clientes, muitos dos quais operam redes na região rural.

Apesar a liberação temporária, o governo americano não recuou por completo quanto aos negócios com a Huawei. No domingo, o presidente americano Donald Trump disse que a chinesa é “uma empresa com que não podemos fazer negócios”.

Há três meses, o governo americano proibiu a companhia chinesa de vender equipamentos de telecomunicações para empresas dos EUA, devido a suspeita de que os sistemas instalados poderiam ser utilizados para espionagem.

Questionado neste domingo, Trump garantiu que a companhia chinesa segue com o status de suspeita e prometeu divulgar uma decisão sobre o tema. “Neste momento, parece muito mais que não faremos negócios. Não quero fazer negócios, em absoluto, porque é uma ameaça à segurança nacional”, garantiu o presidente dos EUA.

Em junho, na cúpula do G20, Trump e o presidente da China, Xi Jinping, entraram em acordo por uma nova trégua na guerra comercial que travam, o que fez os EUA adiarem a imposição de novas tarifas a alguns produtos do país asiático. A Huawei foi autorizada a vender pequenos componentes, como chips.

(Com Reuters e EFE)