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EUA: Obama quer aumentar impostos dos mais ricos

Novo plano tributário engloba maior arrecadação de contribuintes endinheirados e de grande empresas financeiras. Proposta é aplicar os recursos em benefícios fiscais e subsídios para a classe média

Por Da Redação 19 jan 2015, 10h46

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedirá ao Congresso que aumente os impostos cobrados de contribuintes mais ricos e de grandes empresas financeiras para reduzir a carga tributária da classe média e de trabalhadores. A medida, que deverá ser anunciada na terça-feira durante discurso sobre o Estado da União, certamente enfrentará resistência em um Congresso controlado pelo Partido Republicano. Os políticos da oposição entendem que o aumento generalizado de impostos pode prejudicar a economia que ainda está frágil. As informações foram publicadas domingo pelo The New York Times.

“Bater nos pequenos negócios americanos com novos aumentos de impostos é renegar os benefícios das políticas tributárias que ajudariam no crescimento da economia e na criação de empregos”, disse o senador republicano responsável pelo Comitê de Finanças do Congresso, Orrin G. Hatch. “O presidente precisa ouvir seus aliados liberais que querem aumentar impostos a todo custo e começar a trabalhar com o Congresso para consertar o quebrado sistema tributário.”

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O novo plano tributário de Obama aumentará a arrecadação de impostos em 320 bilhões de dólares e compensará as desonerações tributárias para a classe média nos próximos dez anos, que poderiam chegar a 175 bilhões de dólares. Além de cobrir dois anos de educação superior gratuita para parte dos estudantes do país, os recursos seriam utilizados para financiar uma série de benefícios fiscais para a classe média, incluindo um crédito de 500 dólares para famílias em que cônjuges trabalhem, subsídios com creche e educação e incentivos para que a população poupe mais para sua aposentadoria.

Um dos principais pontos da proposta seria a eliminação dos fundos fiduciários, que permite a administração de heranças, protegendo centenas de bilhões de dólares da cobrança de impostos todos os anos. A medida ainda prevê o aumento do Imposto de Renda de 23,8% para 28% para casais com salário anual acima de 500 mil dólares e a criação de uma taxa para bancos com ativos acima de 50 bilhões de dólares.

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