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EUA não encaram crescimento chinês como uma ameaça

“Damos as boas-vindas aos interesses chineses no Ocidente. Seus investimentos nesta zona são muito importantes”, afirmou secretário americano

A China tornou-se oficialmente nesta semana a segunda maior economia do mundo – e uma corrente de analistas acredita que o país asiático vai superar os Estados Unidos, que ocupam o primeiro lugar no ranking, dentro de 10 a 15 anos. Mas o vertiginoso crescimento chinês não parece preocupar, ainda que por ora, o governo americano. Em uma visita à China nesta quarta-feira, o secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela, disse que o país asiático “não é preocupação nem ameaça” para os EUA.

Valenzuela disse ainda que Washington vê com bons olhos o investimento chinês no Ocidente, inclusive em países da América Latina. “Damos as boas-vindas aos interesses chineses no Hemisfério Ocidental. Seus investimentos nesta zona são muito importantes, e vemos com muita seriedade o desenvolvimento dos países da América Latina, cuja prosperidade é muito importante para os EUA”, afirmou.

O americano lembrou que “os principais exportadores da América Latina à China são Brasil e Chile”. Em 2009, os chineses superaram os americanos como principais parceiros comerciais do Brasil, com uma troca total de 42 bilhões de dólares. No mesmo ano, a troca comercial entre China e Chile foi de 17,7 bilhões de dólares. Ainda assim, Valenzuela fez questão de salientar que a “China não é um preocupação nem uma ameaça para os EUA” na América Latina. Ele afirmou ainda que Washington espera que os chineses continuem investindo e fortalecendo a economia dos países latino-americanos e dando emprego às suas populações.

O intercâmbio comercial da China com toda a América Latina totalizou 111,5 bilhões de dólares nos primeiros nove meses de 2008, o que representou um aumento de 52% em relação com o ano anterior. Pequim já conta com Tratados de Livre-Comércio (TLC) com Chile, Peru e Costa Rica.

O PIB nominal chinês no segundo trimestre foi de 1,3369 trilhão de dólares, muito atrás ainda dos Estados Unidos, mas à frente do Japão (1,2883 trilhão de dólares), segundo os números divulgados na segunda-feira. Trinta anos depois de iniciada a abertura econômica, a China superou sucessivamente França, Grã-Bretanha e Alemanha e virou uma das maiores potências econômicas do planeta, conquistando os títulos de maior exportador, principal mercado automobilístico e líder na produção de aço.

(Com agência EFE)