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EUA criticam racha na Europa e pedem fim dos riscos

Para Timothy Geithner, divergências entre governos europeus e os bancos centrais prejudicam cenário econômico mundial

As divisões entre o Banco Central Europeu (BCE) e os governantes na Europa são “muito prejudiciais” e é preciso que as autoridades trabalhem juntas para retirar o “risco de catástrofe” dos mercados, afirmou nesta sexta-feira o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner. Em declaraçães feitas em paralelo ao encontro dos ministros das finanças europeus, Geithner afirmou ainda que os Estados Unidos farão todo o possível para ajudar a Europa e lidar com sua dívida de crise.

“O que é muito prejudicial é ver não só a divisão no debate sobre a estratégia na Europa, mas o presente conflito entre países e o banco central. É preciso que haja pessoas para trabalharem juntas”, afirmou. “Os governos e os bancos centrais precisam retirar o risco de catástrofe dos mercados”.

Geithner disse ainda que a Europa deve fazer o que for possível para “definitivamente remover a ameaça de série, de dinâmica de série, a ameaça de calote em cascata ou a conversa fiada sobre desmontagem das instituições do euro”.

Grécia – Os ministros da Economia da União Europeia (UE) estão reunidos na Polônia para acelerar a entrega do segundo pacote de ajuda de quase 160 bilhões de euros, aprovado em julho, para que a Grécia possa cumprir os compromissos com os credores e evite um calote. A expectativa era que os ministros decidissem sobre a liberação de um pacote adicionar para garantir que a Grécia honre o pagamento de sua dívida. No entanto, ficou acordado que a decisão sobre uma nova ajuda será tomada apenas em outubro. Com isso, os mercados se acalmaram e as bolsas mundiais operavam próximas da estabilidade nesta sexta-feira.

Crise sem solução – A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu durante a reunião que não há “solução rápida” para resolver a crise financeira que está se espalhando na zona do euro. “A saída da crise de dívida irá manter nossas mentes ocupadas nos próximos anos”, disse Merkel.

Ela também destacou o papel da Alemanha como liderança na prevenção de contágio e solução da crise de dívida. A chanceler acrescentou que a criação do bônus europeu não é, “em nenhuma circunstância”, uma opção viável para a União Europeia.

(Com Agência Estado)