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EUA avançam em vagas de emprego em maio, chegando a 7,6 milhões

Relatório Jolts mostra leve avanço na demanda por trabalhadores, enquanto ritmo de contratações segue praticamente estável

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jun 2026, 15h30 | Atualizado em 30 jun 2026, 16h30
EUA avançam em vagas de emprego em maio, chegando a 7,6 milhões Priorizar nos meus resultados Google

O número de vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos voltou a crescer em maio e alcançou 7,6 milhões, segundo o relatório Job Openings and Labor Turnover Survey (Jolts), divulgado nesta terça-feira, 30, pelo Departamento do Trabalho. O resultado ficou praticamente estável em relação ao dado revisado de abril, de 7,58 milhões de postos, mas superou a expectativa do mercado, que projetavam cerca de 7,3 milhões de vagas.

Na comparação com maio do ano passado, houve acréscimo de 284 mil vagas disponíveis. O aumento mensal foi de cerca de 9 mil postos, com destaque para o setor de serviços profissionais e empresariais e para empresas com menos de dez funcionários.

O levantamento também mostrou que o ritmo de admissões permaneceu contido. As contratações somaram aproximadamente 5,2 milhões em maio, praticamente sem mudanças em relação ao mês anterior. Já o total de desligamentos ficou em 5,1 milhões, também com pouca variação.

Mercado de trabalho está aquecido

Os dados reforçam a avaliação de que o mercado de trabalho dos Estados Unidos segue relativamente estável. Apesar de as admissões continuarem moderadas, a economia acumulou três meses consecutivos de criação robusta de empregos, movimento que alimenta a percepção de recuperação após um período mais fraco registrado em 2025. Parte dessa resistência é explicada pelo menor volume de demissões.

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Futuro da economia americana

Agora, a atenção do mercado se volta para o relatório oficial de emprego referente a junho, que será divulgado na quinta-feira, 2. Em paralelo, investidores continuam acompanhando os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). A expectativa predominante é de que a instituição volte a elevar os juros ainda neste ano para conter as pressões inflacionárias associadas aos impactos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Na reunião mais recente, o Fed manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%.

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