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ETFs se aproximam de 1 milhão de investidores no Brasil após salto de 39% em um ano

Mercado alcança 929 mil investidores e R$ 142 bilhões em patrimônio; número de fundos locais disponíveis cresce 55%

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 set 2026, 10h11 | Atualizado em 17 set 2026, 10h41
ETFs se aproximam de 1 milhão de investidores no Brasil após salto de 39% em um ano Priorize VEJA no Google

O mercado brasileiro de ETFs está perto de alcançar a marca de 1 milhão de investidores. Em agosto, 929 mil pessoas investiam em fundos de índice no país, uma expansão de 39% em 12 meses, segundo dados da B3.

O crescimento da base vem acompanhado do aumento do dinheiro aplicado nesses produtos. O patrimônio da indústria chegou a 142 bilhões de reais, enquanto a quantidade de ETFs locais disponíveis na bolsa avançou 55% em um ano, para 219.

Os números foram apresentados por Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3, durante o ETF Day, realizado nesta quarta-feira, 16, na B3 Week 2026, em São Paulo. “Os números de crescimento são exponenciais. A indústria de ETFs no Brasil avançou bastante nos últimos anos, mas, apesar disso, ainda temos muito espaço para crescer”, afirmou Masagão.

Os ETFs são fundos negociados em bolsa que permitem ao investidor comprar, por meio de uma única cota, uma carteira composta por diferentes ativos. Tradicionalmente associados a índices de ações, esses produtos passaram a abranger também renda fixa, ouro, criptoativos, mercados internacionais e estratégias temáticas.

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Essa ampliação ajuda a explicar o crescimento da oferta. Além dos 219 ETFs emitidos localmente, a B3 conta atualmente com 312 BDRs de ETFs, recibos que dão acesso, no mercado brasileiro, a fundos negociados no exterior. Na prática, o investidor consegue se expor a diferentes mercados internacionais sem precisar abrir uma conta de investimentos fora do país.

O primeiro ETF brasileiro começou a ser negociado em 2004, com o lançamento do PIBB11 em uma iniciativa que envolveu o BNDES. Mais de duas décadas depois, o produto deixou de se limitar aos índices tradicionais da Bolsa.

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Entre as áreas que ganharam espaço estão os ativos digitais. Atualmente, a B3 reúne mais de 40 ETFs ligados a criptoativos, segundo Jackeline Melanias, coordenadora de Produtos da bolsa. A instituição também vem ampliando sua infraestrutura de derivativos voltada para esse mercado. A renda fixa é outra frente que passou a ocupar espaço maior na indústria, permitindo que investidores tenham exposição a carteiras de títulos por meio de um produto negociado da mesma maneira que uma ação.

O mercado também pode ganhar uma nova categoria de produtos. Os ETFs de gestão ativa estão entre as demandas de evolução regulatória e fazem parte de um projeto normativo em análise pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo Daniel Maeda, superintendente jurídico da B3.

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Diferentemente dos ETFs tradicionais, construídos principalmente para acompanhar o desempenho de um índice ou estratégia predefinida, a gestão ativa abre espaço para decisões de alocação feitas pelo gestor dentro do próprio fundo. A B3 também busca ampliar as possibilidades de internacionalização das carteiras. Além dos BDRs de ETFs globais, a bolsa desenvolve o ETF Connect entre Brasil e China, iniciativa voltada a conectar produtos dos dois mercados.

Com 929 mil investidores e uma oferta que já ultrapassa 500 produtos quando somados ETFs locais e BDRs de ETFs globais, a indústria brasileira chega aos 22 anos distante do tamanho de mercados mais maduros, mas com uma base que cresce em ritmo acelerado.

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