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Estrangeiro reduz participação em títulos públicos

Queda se verifica desde que o governo elevou a alíquota do IOF para aplicação de recursos externos em renda fixa, em outubro de 2010

Por Da Redação 23 Maio 2011, 17h29

A participação de investidores de outros países na dívida interna brasileira caiu de 11,38% em março para 11,29% em abril

Contudo, o estoque de títulos nas mãos de estrangeiros passou de 183,31 bilhões de reais em março para 186,60 bilhões de reais em abril

A participação de estrangeiros no total da dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) caiu de 11,38% em março para 11,29% em abril. Essa participação está caindo desde que o governo elevou a alíquota do IOF para aplicações em renda fixa. Apesar da queda em porcentual, o estoque de títulos nas mãos dos estrangeiros saltou de 183,31 bilhões de reais em março para 186,60 bilhões de reais em abril.

As instituições financeiras permaneceram, no último mês, como as maiores detentoras de títulos da dívida brasileira, mas a participação caiu de 30,46% em março para 30,30% em abril. Os fundos de investimento, que figuram no segundo lugar de ranking de maiores detentores, fecharam com 24,65% do total e os fundos de previdência ficaram em terceiro lugar, com 15,94%.

Estoque – A dívida pública interna fechou abril em 1,653 trilhão de reais, com o aumento de 2,58%. Já a Dívida Pública Federal Externa caiu 2,32% no mês, totalizando 81,60 bilhões de reais. Com isso, Dívida Pública Federal (DPF) total – a somatória de ambas as dívidas – ultrapassou em abril a marca de 1,7 trilhão de reais.

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Segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês em 1,734 trilhão de reais, com aumento de 2,34% em um único mês. Esse crescimento foi de 39,631 bilhões de reais. Só o impacto da correção dos juros no estoque da DPF foi de 14,311 bilhões de reais.

A dívida aumentou também porque o Tesouro Nacional fez uma emissão líquida de 25,32 bilhões de reais em títulos.

Perfil da dívida – Os dados do órgão mostram ainda que a participação dos papeis prefixados no estoque da dívida aumentou de 34,56% para 34,81%. O valor está abaixo da meta fixada pelo governo para 2011, que tem uma banda mínima de 36% e máxima de 40% para a participação dos prefixados. Por terem uma maior previsibilidade da taxa de juros que será paga, esses papeis melhoram o perfil da dívida do país.

Já os títulos atrelados a índices de inflação, juros e câmbio deixam a dívida vulnerável às oscilações do Mercado. Os números mostram que a parcela dos títulos atrelados índice de preços saltou de 28,33% para 28,54% e permanece dentro da meta, que é fixada entre 26% e 29% do estoque da dívida. A parcela atrelada à taxa de juros Selic da Dívida Pública Federal em abril caiu de 32,34% para 32,13% e está acima da meta fixada pelo Tesouro, entre 28% e 32%. A parcela atrelada à taxa de câmbio caiu em abril de 4,77% para 4,52% e permanece dentro da meta estabelecida entre 4% e 6%.

O prazo médio da dívida – outro fator de vulnerabilidade – fechou abril em 3,61 anos ante 3,64 anos em março e está dentro da meta do Plano Anual de Financiamento (PAF), que é de entre 3,5 anos e 3,7 anos. Quanto menor o prazo da dívida, melhor é seu perfil. Os dados mostram que a parcela vencendo em 12 meses caiu de 23,98% em março para 23,20% em abril e permanece dentro da meta para esse importante indicador observado pelas agências de classificação de risco, que está fixado entre 21% e 25%.

(com Agência Estado)

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