Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Estados produtores vão brigar até o fim, diz Casagrande

Por Da Redação 29 ago 2011, 19h26

Por Kelly Lima, enviada especial

Vitória – O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, afirmou hoje que os Estados produtores vão recorrer à Justiça e brigar até o fim, caso seja derrubado no próximo dia 15 de setembro o veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto que divide igualmente os royalties do petróleo entre todos os Estados.

“Nós não vamos nos entregar. Mas se formos ao Supremo será o fracasso da política. Vamos até o limite, até o último furo. No último ponto, vamos judicializar e esta é a opção em que todo mundo erra porque pode demorar e atrasar em demasia a extração do óleo e remuneração seja de quem for”, disse em evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros (Ibef) para discutir a cobrança dos royalties, em Vitória.

Casagrande disse que, na próxima quarta-feira, a discussão será levada ao Congresso onde será apresentado um “cardápio” de propostas para levar arrecadação sobre a exploração do petróleo para Estados não produtores de forma que não prejudique demasiadamente os Estados produtores. O governador ainda defendeu que a questão dos royalties não seja avaliada isoladamente, mas que os Estados não produtores considerem o fato de já terem sido beneficiados anteriormente.

“Um assunto como este não pode ser avaliado como um ato único na história. Um tema como este tem que ser avaliado no processo histórico. A Constituição levou a cobrança do petróleo para o seu destino. Por conta disso, o Estado do Rio abriu mão de R$ 6 bilhões. Esta divisão diferenciada ocorreu porque já existia um debate do petróleo. Esta decisão foi importante, foi correta, mas não pode ser desconsiderada e não pode ser esquecida para repensar o processo histórico como se agora fosse um marco zero”, disse Casagrande.

Também o Fundo de Participação de Estados e Municípios, lembrou o governador, foi garantido para beneficiar mais os Estados do Nordeste, Norte e do Centro-Oeste. “Estes Estados tiveram distribuição mais adequada, para garantir uma maior distribuição de renda neste país, o que foi uma decisão certa também. Mas queremos agora o entendimento, considerando este processo anterior onde já abrimos mão de muito”, disse.

Para Casagrande, o cenário político atual pode até mesmo favorecer alianças que beneficiem novas negociações. “Nós temos expectativa que o governo de fato possa entrar uma hora na discussão. O Congresso vai até certo ponto, os Estados vão até certo ponto. O momento atual favorece esta discussão porque é importante para presidente Dilma que haja harmonia no Congresso. Se o resultado for para a Justiça, levaria um tempo para voltar a obter esta harmonia”, disse.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)