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Espera por solução na Europa deixa DIs de lado

Por Da Redação - 25 out 2011, 15h45

Por Márcio Rodrigues

São Paulo – Em compasso de espera pela reunião de cúpula da União Europeia, amanhã, e sem dados domésticos que trouxessem alguma surpresa que não estivesse precificada na curva a termo de juros futuros, as taxas passaram boa parte do dia coladas aos ajustes. Os vencimentos mais longos, por sua vez, reagiram momentaneamente em baixa ao anúncio de que os ministros das Finanças da UE (Ecofin) cancelaram um encontro, também amanhã, que ocorreria antes da cúpula de líderes do bloco, embora a promessa de entrega de um plano abrangente continuasse valendo. No fim do pregão, retomaram o patamar de ajuste. A queda da confiança do consumidor do EUA, para 39,8 em outubro, ante 46,4 em setembro, apenas reforçou o viés de baixa das bolsas.

Assim, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (254.925 contratos) apontava 10,42%, de 10,41% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014, com giro de apenas 64.020 contratos, estava em 10,65%, de 10,63% na véspera. Entre os longos, o DI janeiro de 2017 (29.040 contratos) marcava 11,24%, nivelado ao ajuste de ontem, e o DI janeiro de 2021 (7.875 contratos) indicava 11,28%, de 11,29% no ajuste.

Lá fora, a despeito do cancelamento da reunião de ministros das Finanças, a reunião dos líderes continuava confirmada para amanhã e a Polônia, que ocupa a presidência rotativa por seis meses da União Europeia, informou que o Ecofin trabalhará no plano depois da cúpula. Enquanto isso, a discussão para o plano que, em tese, será anunciado amanhã prosseguiu.

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O primeiro-ministro da França, François Fillon, teria dito hoje que, se a cúpula fracassar, isso “pode levar o continente europeu a entrar em um território desconhecido”. A Alemanha, por sua vez, não apoia a linguagem contida no comunicado prévio da reunião, que sugere que o Banco Central Europeu (BCE) deveria continuar comprando bônus de países fracos da zona do euro no mercado aberto, afirmou a chanceler Angela Merkel.

Em paralelo, fontes garantem que os dois maiores países do bloco continuam em desacordo sobre o tamanho do haircut da dívida grega que os bancos deveriam aceitar. A Alemanha estaria “pressionando fortemente” para que os bancos europeus aceitem um desconto de 60% no valor dos bônus gregos que detêm, mas a França insiste em que o corte não deve ser “muito maior que 40%”.

Internamente, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), apurado pela Fipe, subiu 0,34% na terceira quadrissemana de outubro, ante 0,27% no segundo levantamento do mês e 0,22% na terceira prévia de setembro. As vendas dos supermercados aumentaram 3,7% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2010, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Em relação a agosto deste ano, o faturamento dos supermercados caiu 0,75%. No setor industrial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou hoje que o indicador que mede o nível de atividade do segmento caiu para 48,6 pontos em setembro, ante 54,9 pontos em agosto. O uso da capacidade instalada (UCI) na indústria permaneceu estável em setembro, em 76%.

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