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Espanha projeta em 90,5% relação dívida/PIB para 2013

Projeto orçamentário para o ano que vem foi apresentado ao Parlamento

Por Da Redação 29 set 2012, 11h20

O governo espanhol disse neste sábado que espera que a relação dívida/PIB do país salte para 85,5% em 2012, de 68,5% em 2011, como resultado dos esforços em sanear o sistema bancário do país. Para 2013, a projeção é de mais alta, para 90,5%. Na projeção anterior, feita no início do ano, o governo projetava que a relação dívida/PIB ficasse ao redor de 80% este ano.

No plano orçamentário de 2013, o governo disse que a alta acentuada da relação dívida/PIB leva em conta até 100 bilhões de euros referentes ao resgate financeiro da União Europeia de até para ajudar os bancos espanhóis, a contribuição da Espanha para socorrer outros países da zona do euro e o financiamento do subsídio às tarifas de energia.

Se for levada em conta apenas a administração central, o peso da dívida será neste ano de 70,2%, contra 66,1% de 2012, de acordo com o Projeto. Além disso, o custo do pagamento de juros da dívida chegará a 38,59 bilhões de euros, em termos de caixa, ou a 36,46 bilhões em termos de contabilidade nacional. Em ambos os casos, ficará em torno de 3,5% do PIB.

Por trás desta forte alta do peso da dívida estão não só as necessidades de endividamento pela crise econômica, mas também o empréstimo europeu para os bancos, a contribuição da Espanha ao resgate de Grécia e Portugal, entre outros fatores. Embora o empréstimo europeu para recapitalizar os bancos seja de 100 bilhões de euros, nos orçamentos só foram contabilizados os 30 bilhões ‘comprometidos, mas não desembolsados’ do pagamento inicial.

Outro elemento que explica o aumento da dívida é a contribuição que a Espanha tem que fazer ao Mecanismo Europeu de Estabilidade por um importe de 3,809 bilhões de euros. Para 2013, o estado deve realizar emissões brutas por importe de 207,173 bilhões de euros, acima dos 186,1 bilhões que estavam orçados para 2012. Deste número total, 159,153 bilhões servirão para financiar os vencimentos de dívida.

O Tesouro deve alterar levemente o perfil de suas emissões, e emitir mais dívida a curto prazo, como letras, e menos de bônus e obrigações. Os orçamentos reconhecem que houve um aumento no custo médio da dívida em circulação em 2012, já que ‘as novas emissões foram realizadas a taxas de juros superiores como consequência das turbulências’ nos mercados. Além disso, indicam que ‘a possibilidade de que o Banco Central Europeu compre dívida espanhola deve melhorar as condições de emissão, e representará uma contenção no crescimento do custo da dívida em 2013’.

(Com agências Estado e EFE)

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