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Espanha e Itália podem ter plano para evitar contágio pela crise grega

Roma, 29 out (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI), a União Europeia e bancos centrais da zona do euro mantêm ‘contatos para preparar um plano de contingência’ perante um possível contágio da Itália e da Espanha com a crise da dívida grega, segundo informaram neste sábado meios de comunicação italianos.

A imprensa digital italiana, que cita ‘fontes internacionais’ em Bruxelas, divulgadas pela agência ‘ANSA’, fala de uma espécie de ‘rede de segurança’ para esses dois países, mesmo após a UE ter feito um ‘acordo global’ em Bruxelas para combater a crise.

Segundo as mesmas fontes, que definem estes contatos como ‘informais’, ‘no caso do FMI, uma ‘rede de segurança’ para os dois países poderia requerer um aumento de capital’.

Trata-se de uma espécie de ‘plano B’ que poderia ser posto em prática pela hipótese de um iminente contágio das economias da zona do euro, o que poderia ter grandes consequências para o sistema financeiro global.

Depois da Grécia, a Espanha e a Itália são os dois países que necessitarão de mais capital para que seu sistema bancário possa cumprir com os novos requerimentos da União Europeia antes de junho de 2012, segundo os dados oferecidos esta semana pela Autoridade Bancária Europeia (ABE).

Os bancos espanhóis necessitarão, segundo a ABE, de 26.161 milhões de euros, enquanto os italianos deverão ser recapitalizados por um valor de 14.771 milhões de euros.

No Conselho Europeu de quarta-feira em Bruxelas, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, apresentou uma ‘declaração de intenções’ sobre as reformas econômicas que pretende aplicar nos próximos meses para garantir a estabilidade financeira da Itália, após as exigências feitas pela UE.

Este plano de reformas, que foi rejeitado pelos parceiros de Berlusconi da Liga Norte, contou com o aval das autoridades comunitárias, que pedem ao primeiro-ministro da Itália a execução imediata das propostas.

Os líderes da UE pediram na quarta-feira ao Governo espanhol que continue com as reformas econômicas já em andamento. EFE