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Espanha e França superam teste dos mercados; Grécia negocia com bancos

Por Philippe Huguen - 19 jan 2012, 12h57

Espanha e França superaram com êxito nesta quinta-feira seu primeiro grande teste nos mercados desde a redução de suas respectivas notas, em um dia marcado também por uma nova rodada de negociações cruciais para Grécia – prevista para o final da tarde – com o intuito de se chegar a um acordo com os bancos.

Ante uma enorme demanda, o Tesouro espanhol captou 6,609 bilhões de euros, sendo que a meta estava situada entre 3,500 e 4,500 bilhões.

Paris, por sua vez, conseguiu obter quase 9,500 bilhões de euros, com taxas também em baixa.

Estas emissões da dívida espanhola e francesa, algumas delas a 10 anos, significaram um primeiro grande teste após o rebaixamento, realizado há quase uma semana, das notas de nove países da Eurozona pela agência de classificação Standard and Poor’s, que privou França e Áustria da nota máxima triplo A, reduzindo-as em um escalão. Já a nota da Espanha foi rebaixada em dois escalões.

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Este rebaixamento em série, previsto pelos mercados, fez temer uma alta dos juros que teriam que ser pagos por estes países para emitir dívida, mas o efeito foi contrário. Desde segunda-feira, França, Espanha, Alemanha e Portugal têm pago juros mais baixos.

No caso da Espanha, esta é a sexta emissão com um custo de financiamento menor em geral, em particular para os bônus a 10 anos.

A Grécia, por sua vez, continua tentando desesperadamente convencer a seus credores privados (bancos, fundos de investimento, etc) para que lhe perdoem 100 bilhões de euros de sua dívida de 350 bilhões.

Nesta quinta-feira, os credores gregos voltarão a se reunir com o primeiro-ministro Lucas Papademos, em Atenas.

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Na sexta-feira passada, foram suspensas as negociações devido ao desacordo sobre os tipos de juros a serem pagos pela Grécia para os novos títulos da dívida que serão emitidos.

Uma fonte bancária disse na quarta-feira em Paris que os bancos franceses, que já perdoaram 60% de sua exposição à dívida grega, terão que aumentar o volume de dívida perdoada.

As autoridades gregas já reiteraram seu otimismo sobre a possibilidade de que se chegue a um acordo antes do final de semana.

O conselho de administração do FMI, por sua vez, deu sinal verde em Washington nesta quinta-feira para negociar com a Grécia um novo empréstimo acordado pela zona do euro a Atenas em outubro passado, num sinal de que a Grécia e seus credores privados estão de fato próximos de um acordo.

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Os principais credores da Grécia – o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia e o FMI – atrasaram sua missão a Atenas, prevista para o início da semana, também à espera do resultado das negociações com os bancos.

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