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Espanha continua em recessão nos últimos meses de 2012

O governo conservador de Mariano Rajoy prevê uma contração da economia de 1,5% para 2012 e uma queda de 0,5% do PIB para 2013

A Espanha, afetada pelo alto desemprego e em plena reestruturação de seu sistema bancário, permaneceu em recessão no último trimestre de 2012, conforme anunciou o Banco Central do país. A quarta economia da eurozona não sai da contração econômica desde meados de 2011. Seu desemprego já supera a taxa de 25% e cria perspectivas sombrias, com novas quedas do Produto Interno Bruto (PIB) previstas para o próximo ano.

“A informação mais recente sobre o último trimestre do ano, ainda incompleta, aponta para uma continuidade da queda da atividade econômica como resultado da contração da demanda interna”, destaca o relatório mensal do Banco da Espanha. O PIB da Espanha caiu 0,3% no terceiro trimestre do ano.

O governo conservador de Mariano Rajoy prevê uma contração da economia de 1,5% para 2012 e uma queda de 0,5% do PIB para 2013, mas esta projeção é considerada otimista por organismos e analistas. Segundo o próprio primeiro-ministro Rajoy advertiu nesta sexta-feira, os primeiros seis meses de 2013 serão “muito duros” para a economia espanhola.

“Ainda teremos pela frente um ano muito duro, especialmente em sua primeira metade, e temos de perseverar nas reformas que empreendemos”, afirmou Rajoy. “A economia espanhola seguirá em recessão por algum tempo e esperamos que comece a melhorar na segunda metade do ano que vem”, acrescentou.

Desde sua chegada ao poder, em dezembro do ano passado, o governo de Rajoy realizou muitas reformas, como a reestruturação de seu setor financeiro e das condições de trabalho, assim como uma draconiana política de austeridade.

Seu objetivo é levar para abaixo de 3% do PIB em 2014 um déficit que em 2011 alcançou 9,4% e recuperar a confiança dos mercados para poder se financiar a taxas mais baixas que as atuais.

“Embora nem todos possam notar, esta política já está dando alguns frutos tanto em termos puramente econômicos quanto, sobretudo, na recuperação da confiança e do reconhecimento de nossos sócios europeus e dos mercados financeiros internacionais”, afirmou Rajoy.

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(com Agence France-Presse)