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Espanha busca tranquilizar mercados após rebaixamento da S&P

Outra agência de classificação de risco, a Moody's, também poderá rebaixar a nota do país em outubro e trazer mais desconfiança pros mercados

Por Da Redação - 11 out 2012, 13h57

O governo espanhol tentou nesta quinta-feira tranquilizar os mercados um dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s ameaçar colocar as notas de crédito do país na categoria de investimento especulativo. “O que nós queremos é desmentir estas projeções. Acredito que esta agência de rating está fazendo projeções” sobre as perspectivas econômicas da Espanha, contra as quais “vamos lutar para que esta realidade não se cumpra”, afirmou o secretário de Estado para Assuntos Europeus, Iñigo Méndez de Vigo, à rádio pública.

O governo de Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol, luta compra o pessimismo dos mercados e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que preveem uma forte recessão para o país até 2013. A Espanha avalia se pede ou não ajuda estrangeira, o que significaria uma intervenção no país. Na segunda-feira, a Andaluzia se somou a outras seis regiões espanholas independentes que pediram ajuda do governo central para sanar suas finanças.

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Essa indecisão sobre a ajuda internacional levou a S&P rebaixar a nota de dívida da Espanha de BBB+ a BBB- na quarta-feira – a mais baixa para investimentos confiáveis, acrescentando uma “perspectiva negativa”, sinal de que pode levá-la ao bônus lixo no médio prazo. Outra agência, a Moody’s, está desde julho analisando as contas da Espanha e deve se pronunciar até o fim de outubro.

Uma sanção da Moody’s “é o perigo real”, destaca Daniel Pingarrón, analista do IG Markets, e, se ocorrer, será “mais um empurrão, ou mais um passo para que a Espanha peça o resgate”, disse. Já a estrategista do banco Inversis, Marian Fernández, ressalta que “a Espanha tem que passar de alguma maneira por uma ajuda financeira.”

Chantagem – O discurso da Espanha se parece agora com uma espécie de chantagem: Madri ainda não quer pedir a ajuda, hesitando sobre as condições que serão impostas em troca. O governo espanhol quer antes ver o avanço da união bancária europeia, cujas bases foram estabelecidas na cúpula de junho.

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“Espero (que estas medidas) sejam aplicadas nas próximas semanas para contribuir para um clima de confiança e credibilidade absolutamente necessário para reforçar os investimentos” e recuperar “confiança na zona do euro”, defendeu nesta quinta-feira o secretário de Estado para Assuntos Europeus.

Mariano Rajoy fez na quarta-feira um chamado em tal sentido, pedindo em Paris, com o presidente francês François Hollande, decisões sobre a união bancária antes do fim do ano. “A Espanha é o país mais interessado na união bancária”: isto pode evitar que a ajuda da zona do euro acordada em junho aos seus bancos, por um máximo de 100 bilhões de euros, não aumente sua dívida pública, advertiu Daniel Pingarrón.

(Com Agence France-Presse)

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