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Espanha aprova reforma bancária e ajuda às regiões

A ideia da reestruturação é sanear os ativos imobiliários problemáticos e obrigar os bancos a se protegerem em tempos de crise

Por Da Redação 3 fev 2012, 16h04

O governo espanhol aprovou nesta sexta-feira uma reforma do setor bancário e uma ajuda às regiões para permitir o pagamento a seus provedores. A intenção com a reestruturação é sanear os ativos imobiliários problemáticos, pois tanto os bancos como as 17 comunidades autônomas espanholas se encontram em uma situação financeira delicada desde o estouro da bolha imobiliária de 2008.

Além disso, a reforma pretende obrigar os bancos a se protegerem em tempos de crise, incitando-os a fusões com outros estabelecimentos e a aumentar suas provisões para compensar a depreciação dos ativos imobiliários. Segundo o Banco da Espanha, em junho de 2011, os bancos possuiam 176 bilhões de euros em ativos imobiliários problemáticos – créditos que podem não ser reembolsados, edifícios e terrenos confiscados. E a expectativa é que a cifra tenha aumentado desde então.

Para cobrir as eventuais perdas na hora de vender estes ativos, os bancos deixaram de lado uma terceira parte desta soma, mas as autoridades consideram-na insuficiente. Enquanto isso, as comunidade autônomas não frearam o gasto a tempo com a crise e carregam uma dívida recorde.

Segundo o ministro de Economia, Luis de Guindos, para sanear totalmente o setor, as novas provisões foram cifradas em 50 bilhões de euros. Guindos também pediu aos bancos para que utilizem para isso seus lucros, o que as instituições já começaram a fazer.

Santander protege seus ativos – O Banco Santander, número um da zona do euro por capitalização é um exemplo. A instituição apresentou forte queda de seu lucro líquido no quarto trimestre de 2011, após o banco ter realizado importantes gastos para proteger seus ativos imobiliários de maior risco, segundo cifras publicadas na terça-feira.

O lucro líquido do banco subiu 47 milhões de euros (quase 62 milhões de euros), uma queda de 98% com relação aos 2,101 bilhões de euros (2,770 bilhões de dólares) publicados no mesmo período de 2010.

(Com agência France-Presse)

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