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Espanha aceita nova meta de déficit pedida por Bruxelas

Por Por María Lorente 13 mar 2012, 12h12

A Espanha aceitou a nova meta de déficit de 5,3% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012, exigida pela Eurozona, afirmou nesta terça-feira o ministro das Finanças do país, Luis de Guindos.

“A Espanha está absolutamente comprometida com o ajuste orçamentário e esta recomendação será aceita pelo governo espanhol”, declarou Guindos antes de uma reunião com os colegas da União Europeia (UE) em Bruxelas.

O ministro respondeu assim ao pedido a Espanha de seus sócios da Eurozona de alcançar um déficit de 5,3% de seu PIB, flexibilizando amplamente a meta de 4,4% acordada com Madri um ano atrás, mas solicitando “um esforço maior” que os 5,8% estipulados recentemente pelo presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy.

Durante a reunião de segunda-feira do Eurogrupo, a Espanha reiterou o compromisso com a meta do déficit de 3% para 2013, que era uma das condições básicas para a flexibilização do déficit de 2012.

Essa diferença de cinco décimos implica que Madri terá que empreender cortes em torno de 35 bilhões de euros em dez meses, 5 bilhões de euros mais do que previa Rajoy, com o país em meio a uma recessão, um desemprego que supera cinco milhões de pessoas (23% da população ativa) e um crescente mal-estar social.

De Guindos ainda não precisou onde serão feitos os cortes adicionais necessários para alcançar a meta. “Será discutido hoje no Parlamento qual será o teto do gasto e a partir dai poderemos incluir novos cortes”, disse.

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A Comissão Europeia enviou uma missão de especialistas à Espanha na semana passada para examinar a situação das contas públicas, depois que o país anunciou unilateralmente que a nova meta de déficit para 2012 é de 5,8%, acima dos 4,4% acordados com Bruxelas.

Rumores de imprensa divulgados recentemente afirmaram que o líder espanhol, Mariano Rajoy, teria inflado os dados quando afirmou que o déficit público ficou em 8,5% em 2011, contra os 6% previstos pelo governo anterior.

O Executivo da CE tem insistido que a Espanha explique as razões dessa defasagem, se ela se deve a causas estruturais, ou se é responsabilidade do governo central ou das comunidades autônomas.

A Espanha argumenta que a meta de déficit de 4,4% foi acordada um ano atrás em um contexto diferente, no qual se projetava um crescimento de 2,3% para o país em 2012 e se previa um déficit de 6% para 2011.

A Comissão Europeia prevê um quadro recessivo para a economia espanhola este ano, de 1%, e Rajoy anunciou pouco depois de assumir o comando do país um déficit de 8,5% em 2011.

A Eurozona “reconheceu” que as circunstâncias mudaram, segundo De Guindos.

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