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Entidades veem espaço para novos cortes na taxa básica

Para a Firjan, a redução dos juros precisa ser acompanhada pelo reequilíbrio das contas públicas

Por Da redação - 12 abr 2017, 20h30

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fez um corte de 1 ponto percentual na Selic, a taxa básica de juros da economia. Com isso, a taxa ficou fixada em 11,25% ao ano.

Para a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), a decisão do Copom foi acertada uma vez que “a inflação está em trajetória cadente e a atividade econômica ainda não mostrou sinais claros de recuperação”.

“Apesar de crucial à retomada do crescimento, a redução dos juros precisa ser acompanhada pelo reequilíbrio das contas públicas, até para que seja sustentável. Nesse sentido, o Sistema Firjan reforça a importância da resolução da crise dos estados e da aprovação da reforma da previdência, que necessariamente deve incluir as previdências estaduais”, diz a entidade.

Para a Firjan, a reforma da previdência em discussão no Congresso deve abranger as previdências estaduais, cujo déficit superou 100 bilhões de reais no ano passado.

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Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp, há espaço para recuos ainda maiores da Selic. “A taxa Selic vem caindo, mas os juros para o tomador final vêm aumentando. O Brasil não pode mais esperar, precisamos retomar o crescimento econômico e gerar empregos. Para isso, a redução dos spreads bancários e o destravamento do crédito são fundamentais.”

Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical, diz que o Copom “acertou o alvo ao baixar a taxa básica de juros. “Esperamos que, nas próximas reuniões do Copom, os tecnocratas do governo acentuem o movimento de redução dos juros, conforme o desejo do setor produtivo, que gera emprego e renda.”

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