Entenda por que bolsa e dólar se recuperam após escândalo envolvendo Flávio e Vorcaro
Cenário político brasileiro dita expectativas de investidores; no exterior, foco é Trump e Xi Jinping
A bolsa de valores brasileira opera em movimento de leve correção após o “Flávio Day 2.0”, dia em que a Intercept Brasil confirmou que Flávio Bolsonaro havia pedido 24 milhões de dólares (ou 134 milhões de reais) para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar Dark Horse, o filme sobre seu pai e ex-presidente, Jair Bolsonaro. O apelido dado pelo mercado relembra o dia em que o senador do PL-RJ anunciou sua candidatura à presidência do país, fato que fez o Ibovespa, principal índice da B3, despencar e o dólar explodir.
Os investidores também estiveram de olho no balanço do Banco do Brasil, que indicou lucro líquido ajustado de 3,4 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2026, tombo de 53,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. A deterioração foi puxada pelo avanço da inadimplência, que subiu para 5,05% na carteira de crédito, e pelo salto de 85,8% nas provisões para devedores duvidosos, que alcançaram 18,9 bilhões de reais. Os papéis do BB encerraram o pregão no zero-a-zero.
“Agora, o mercado está de olho na recuperação do estrago de ontem e aguarda as próximas pesquisas para avaliar o desempenho de Flávio Bolsonaro para as eleições”, afirma Alison Correia, analista de investimentos e co-fundador da Dom Investimentos, sobre o clima no cenário financeiro brasileiro. O ambiente é parecido para a moeda americana, que cai e, como consequência, faz o real se recuperar aos poucos.
Outros fatores importantes que aliviam o câmbio são os sinais mais construtivos na reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping. No exterior, as expectativas são de avanços em acordos comerciais e redução de tensões tarifárias entre as duas maiores economias do planeta.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise no programa Mercado:





