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Enfraquecimento da indústria agrava recessão na Argentina

Atividade consolidou o 15º mês consecutivo de queda, depois de recuar 1,8% em outubro na comparação com igual período do ano anterior

Dados econômicos recentes mostram que a Argentina ainda está longe de sair da recessão. Dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) apontam que a produção industrial do país recuou 1,8% em outubro na comparação com igual período do ano anterior, consolidando o décimo quinto mês consecutivo de queda. No acumulado do ano, houve retração de 2,6%. As informações foram divulgadas nesta terça-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Somente a produção de veículos acumulou queda de 22,8% no ano, pressionada pela desaceleração do mercado interno e pela redução da demanda do mercado brasileiro, de acordo com dados da Associação de Fabricantes da Argentina (Adefa). As vendas de veículos também recuaram 37,6%, para 38.573 unidades, em novembro sobre um ano antes. Trata-se do pior resultado para o mês desde a crise econômica de 2009. No acumulado do ano, a retração foi de 27,8%.

Já o comércio consolidou onze meses seguidos de perdas em meio ao enfraquecimento da economia argentina. De acordo com a Confederação da Média Empresa (Came), as vendas recuaram 4,9% em novembro e acumularam queda de 7,2% no ano.

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Mrcado de trabalho – Dados oficiais mostraram que o desemprego alcançou 7,5% da população economicamente ativa da Argentina, enquanto que no ano passado a porcentagem era de 6,8%. Os sindicatos, entretanto, desconfiam dos números oficiais e acreditam que a parcela de trabalhadores desempregados pode ter chegado a 10%. Os sindicatos reivindicaram aumento salarial para compensar a inflação de 40% este ano. Mas a presidente Cristina Kirchner rejeitou na segunda-feira o pedido de reajuste, alegando que “os trabalhadores argentinos são os mais bem pagos da região”.