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Enel resiste à pressão por venda de operação em São Paulo

Grupo acelera investimentos na distribuidora paulista enquanto interlocutores descartam venda e criticam pressão política sobre o ativo

Por Machado da Costa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 11h00
Enel resiste à pressão por venda de operação em São Paulo Priorizar nos meus resultados Google

A Enel não pretende ceder à pressão política pela venda do controle de sua distribuidora em São Paulo. Interlocutores próximos ao grupo afirmam que a companhia atravessa um momento financeiro forte globalmente e avaliam que a ofensiva pela troca de controle acaba contribuindo para depreciar o ativo brasileiro.

A movimentação ocorre enquanto a empresa acelera os investimentos na operação paulista. No primeiro semestre de 2026, a Enel São Paulo investiu R$ 1,5 bilhão, alta de 34,5% sobre o mesmo período do ano passado. Nos últimos dois anos, foram cerca de R$ 5 bilhões aplicados na distribuição de energia no estado.

Desde a compra da antiga Eletropaulo, em 2018, o desembolso do grupo em São Paulo chega a aproximadamente R$ 26 bilhões, considerando o valor pago pela companhia e os investimentos realizados posteriormente. Pessoas próximas à discussão argumentam que uma pressão política por mudança de controle, nesse cenário, pode transmitir ao investidor estrangeiro uma percepção negativa sobre a previsibilidade regulatória do país.

Os interlocutores também rejeitam comparações com a venda da antiga Celg, em Goiás. A avaliação é de que os ativos têm porte e relevância estratégica diferentes e de que a saída de Goiás ocorreu em outro momento da estratégia global da Enel, quando o grupo estava reduzindo sua exposição a determinados mercados.

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A melhora operacional também passou a fazer parte dos argumentos de quem defende a permanência da companhia em São Paulo. O tempo médio de atendimento a emergências caiu 55% entre 2023 e junho deste ano. No primeiro semestre de 2026, a distribuidora afirma ter alcançado o sétimo melhor indicador desse tipo entre as empresas do setor no país.

A concessão da Enel São Paulo ainda aguarda renovação, ao mesmo tempo em que a atuação da distribuidora segue sob pressão de autoridades paulistas após episódios de interrupção no fornecimento provocados por eventos climáticos extremos.

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