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Empresa implanta licença-paternidade de 8 semanas no Brasil

A medida foi implantada no dia 22 de maio e deve beneficiar seis mil funcionários

A Johnson & Johnson irá ampliar a licença-paternidade de seus trabalhadores de para oito semanas. Hoje, os funcionários da empresa já têm uma licença de 15 dias, maior que a prevista na legislação.

Pela lei, os pais têm direito a apenas cinco dias de afastamento. Serão beneficiados seis mil funcionários que trabalham na empresa no Brasil caso se tornem pais – biológicos ou adotivos. Ainda de acordo com a Johnson, o número de licenças-paternidades por ano deve chegar a 110.

Segundo a empresa, os pais poderão escolher em que momento querem usufruir a licença ampliada ao longo do primeiro ano de nascimento/adoção da criança.

De acordo com o diretor de Recursos Humanos da empresa, Guilherme Rhinow, a reação à medida foi positiva e fortalece o contato do pai com o recém-nascido. “A mudança mostra que para a Johnson o que importa é a família. Estamos na frente de outras empresas em número de dias oferecidos para os homens”.

No Brasil, a regra foi implantada no último dia 22 de maio. Há dois anos, a empresa instaurou a mudança nos Estados Unidos. O plano é estender a medida a todos os funcionários da empresa até o final de 2017.

Em 2016, o governo sancionou o marco legal da primeira infância, que amplia de cinco para 20 dias o período da licença-paternidade. O benefício, entretanto, não vale para todo mundo. São beneficiados apenas funcionários de companhias participantes do programa Empresa Cidadã.

Dados de 2016 da Receita Federal indicam que 19.641 empresas estão cadastradas no programa do governo federal. No ano anterior, 2015, eram 18.696 empresas.