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Empregos são armas de combate ao terror, diz presidente do Irã

Em Davos, Hassan Rohani afirma que tecnologia nuclear não faz parte da estratégia de segurança de seu país

Por Ana Clara Costa, de Davos 23 jan 2014, 09h09

O presidente do Irã, Hassan Rohani, arrancou aplausos da plateia de mais de 1.500 pessoas durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira. Lançando mão de argumentos moderados e negando qualquer possibilidade de uso da tecnologia nuclear para o desenvolvimento de armamentos, Rohani foi o destaque desta manhã. “O Irã nunca desejou ter armas nucleares. Elas não fazem parte de nossa estratégia de segurança. Ao mesmo tempo, não estamos dispostos a desistir do desenvolvimento de tecnologia pacífica”, afirmou Rohani. Já algumas potências ocidentais acreditam que o programa nuclear do Irã mascara uma manobra para produção de armas nucleares. Ainda nesta quinta discursarão o presidente israelense Shimon Peres e o premiê do país, Benjamin Netanyahu.

Na última segunda-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à ONU, afirmou que o país havia paralisado a maior parte de sua atividade de enriquecimento de urânio, abrindo espaço para o levantamento parcial das sanções comerciais impostas desde a década de 1980. O acordo que prevê o monitoramento da atividade nuclear foi assinado em novembro, em Genebra, pelo próprio Rohani, recém-empossado à época.

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O presidente iraniano afirmou que uma nova fase se inicia, sobretudo na atividade comercial do país. Segundo ele, é essencial que a economia iraniana avance para que sejam criados empregos que, consequentemente, tirem a juventude das ruas e do terrorismo. “Só com trabalho e oportunidades conseguiremos combater a desesperança suicida dos terroristas”, disse.

Rohani foi questionado pelo criador do Fórum, Klaus Schwab, se o ‘novo Irã’ manterá relações pacíficas com todos os países, sem exceção — referindo-se, indiretamente, aos Estados Unidos e a Israel. A plateia deixou escapar risos. O presidente riu também e afirmou que o país está disposto a manter relações pacíficas com todas as nações, “mesmo que tenha havido desavenças no passado”. Em entrevista exclusiva à TV suíça, Rohani respondeu, de maneira indireta, a uma pergunta sobre a possibilidade de reabertura de uma embaixada dos Estados Unidos em Teerã. “Nenhuma animosidade dura eternamente, assim como nenhuma amizade dura eternamente. Então precisamos transformar animosidade em amizade”, disse.

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