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Emprego formal tem pior setembro desde 2006

Por Da Redação - 18 out 2011, 13h54

Por Tiago Pariz

BRASíLIA, 18 de outubro (Reuters) – A economia brasileira criou 209.078 postos de trabalho com carteira assinada em setembro, o pior resultado para o mês em cinco anos, mostraram números do Ministério do Trabalho nesta terça-feira.

Na comparação com setembro do ano passado, quando foram criados 246.875 postos formais, a queda foi de 15 por cento. Em setembro de 2006, foram abertas 176.735 vagas.

No acumulado do ano até setembro, 2.079.188 vagas foram criadas, reforçando a perda de fôlego em relação a 2010, quando no mesmo período 2.490.148 postos de trabalhos formais engordaram a economia.

Ainda assim, o dado dos nove primeiros meses de 2011 é o terceiro melhor da série, perdendo também para 2008, quando haviam sido criados 2.251.714 postos até setembro.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reforçou que a meta deste ano é criar pelo menos 2,7 milhões postos de trabalho. A meta anterior era de 3 milhões.

“Estamos no meio de uma crise e apesar disso estamos numa geração de empregos robusta”, afirmou Lupi a jornalistas.

Para chegar a 2,7 milhões, o país deve apresentar uma média de abertura de postos de trabalho de 206,9 mil de outubro a dezembro.

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REGIÃO

Os dados de geração de empregos por região mostram que o Nordeste superou todas as outras, com 89.424 postos de trabalho. O Sudeste contribuiu com 67.107 vagas. As explicações são o desempenho acima do previsto para a indústria alimentícia, sobretudo em Alagoas, e o comportamento da agricultura em Minas Gerais, com o cultivo do café.

O salário médio de admissão nos nove primeiros meses do ano aumentou 6,16 por cento frente à média dos nove primeiros meses de 2010, para 939,90 reais.

Os setores mais afetados na geração de empregos são o têxtil e o de calçados. Lupi defendeu que o governo, assim como fez na indústia automotiva, considere benefícios para desestimular a competição de produtos importados.

“O governo está agindo setorialmente, como fez na indústria de automóvel. Vamos ter que estar atentos à indústria têxtil, que apresenta variação abaixo da média, e da de calçados. As duas sofrem muito com a concorrência internacional”, sustentou o ministro.

Lupi aproveitou os números para pedir que o Banco Central mantenha a trajetória de queda da taxa Selic.

“O comportamento do Copom é o correto. Temos juros muito altos, o que favorece o capital especulativo que não produz emprego. Espero que o Copom reduza as taxas de juros porque isso ajuda o capital produtivo,” afirmou.

O Copom anuncia na quarta-feira sua decisão sobre a taxa de juros. A expectativa do mercado é de um novo corte de 0,5 ponto, o que levaria a Selic a 11,5 por cento ao ano.

(Edição de Isabel Versiani)

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