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Empregados da Eletrobras planejam greve contra privatização

Para entidades de funcionários e CUT, a privatização vai encarecer a conta de luz

A Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) começa a discutir nesta semana uma possível paralisação nacional de funcionários a partir de setembro. A mobilização é um protesto ao anúncio do governo de privatizar a estatal do setor elétrico. A ideia de marcar uma paralisação tem o apoio da CUT e da CNU (Confederação Nacional dos Urbanitários).

Segundo Emanuel Mendes, diretor da Aeel, a privatização de usinas hidrelétricas e da Eletrobras será prejudicial para a sociedade brasileira, pois resultará em aumento no valor das contas de energia.

Em nota, a CUT, afirma que “vender os ativos brasileiros do setor de energia não vai tirar as contas do país do vermelho”.

“Vai penalizar ainda mais a classe trabalhadora e toda a sociedade que voltará a correr o risco de conviver com apagões, pagará contas de energia mais altas e ainda conviverá com o empobrecimento das regiões onde estão instaladas as empresas do sistema Eletrobras”, diz a nota assinada pelo presidente da CUT, Vagner Freitas, e pelo presidente da Confederação Nacional dos Urbanitários, Paulo de Tarso Guedes.

A central sinaliza que também deve convocar mobilizações para tentar barrar a privatização. “A CUT e a CNU, junto a todos os sindicatos filiados, vão organizar a classe trabalhadora para defender as empresas, o Brasil e os brasileiros. Temos de barrar esse crime de lesa-pátria.”

Mendes conta que o tema privatização já estava no radar da entidade por conta do interesse da companhia em privatizar 14 usinas hidrelétricas.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, disse hoje que a empresa deve abrir um novo programa de demissão voluntária. Segundo ele, os funcionários da empresa são celetistas e não podem ser demitidos sem custos, a não ser em casos de justa causa. “Fizemos um programa recente de aposentadoria voluntária, que teve adesão de 2.100 funcionários. E vamos oferecer um novo pacote de demissão voluntária no fim do ano”, afirmou.

“Vamos continuar negociando com os sindicatos com sempre fizemos”, completou, sem se comprometer com qualquer processo de estabilidade para os empregados após a privatização da empresa.

(Com Estadão Conteúdo)

 

 

Comentários

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  1. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Foi assim com a Vale, Cosipa, etc…Quando for com os Correios não será diferentre. Privatiza essa estrovenga, se não tivesse privadizado as Telecomunicações ainda estaríamos numa fila que demorava 6 anos para receber uma linha de telefone.

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  2. Pois sim, agora eu tenho uma linha tefefônica de excelente qualidade e super barata.

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  3. Antonio Celso Tavares

    Parabéns ao Governo Temer! Menos Estado e mais privatização!
    Tá na hora de colocar os vermelhinhos para Trabalharem.

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  4. sinesio gimene

    vai começar a palhaçada dos funcionarios publicos vagabas , as estatais sao incopetentes e o povo tem que bancar os salrios e gastos dos incopetentes estatais, privatizacao já , e os vagabas que se virem em arrumar emprego assim como todos que nao tem cabide de emprego

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  5. Roberto Machado de Assis

    Faca de dois gumes, se privatiza quem compra são estatais chinesas, e viramos inquilinos deles, se não privatiza, continua sendo mamata de políticos.

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  6. Privatiza já. O povo já não quer mais “suas” estatais. Serviço sem qualidade e caro.

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  7. Roberto T. Crespilho

    não querem perder a mamata

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  8. Ronaldo Serna Quinto

    Mais um motivo pra privatizar essa josta! Aliás, tem de privatizar TUDO!!!

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  9. Alexsandro Alves

    Somente com a privatização das empresas públicas haverá uma diminuição considerável da corrupção.

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