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Embraer pode participar de nova licitação nos EUA

Executivo da empresa afirma que se os requisitos para participação forem mantidos, Embraer se manterá na disputa

Por Da Redação
28 mar 2012, 13h58

A Embraer planeja participar da reabertura de uma licitação dos EUA para 20 aviões de suporte aéreo leve após o contrato obtido pela fabricante de aviões brasileira e a companhia norte-americana Sierra Nevada Corp. ter sido cancelado no início desde ano, afirmou o executivo-chefe da unidade de defesa e segurança da Embraer, Luis Carlos Aguiar.

Em dezembro, os EUA concederam um contrato de 355 milhões de dólares para 20 aeronaves AT-29 Super Tucano da Embraer, como parte de seus planos para armar o Exército afegão. Mas a Força Aérea dos EUA afirmou em fevereiro que não estava “satisfeita” com a documentação e anunciou uma revisão do contrato após uma ação legal da rival norte-americana Hawker Beechcraft Corp. “Nós vamos participar, se eles mantiverem os mesmos requisitos. Nós não vemos razão para eles mudarem os requisitos, mas se fizerem isso nós ainda não sabemos qual será a nossa posição”, afirmou Aguiar durante o 17ª feira bianual FIDAE Air and Space Show, em Santiago, no Chile.

O executivo disse que o cancelamento do contrato não afetou os negócios para a divisão de defesa. “(O contrato) foi cancelado após ter sido concedido. Na verdade, nós recebemos mais pedidos depois disso. Nós ganhamos, nós fomos os melhores.”

As receitas da Embraer Defesa e Segurança deverá alcançar entre 900 milhões de dólares e 950 milhões de dólares neste ano, enquanto a receita total da companhia deverá ficar entre 5,8 bilhões de dólares e 6,2 bilhões de dólares. Até 2020, a unidade representará 25% do total das receitas, ante 15% atualmente.

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Uma valorização do real em relação ao dólar ajudará a Embraer Defesa e Segurança, tendo em vista que 65% dos contratos da unidade são na moeda local. Segundo Aguiar, o volume grande representa exatamente um hedge (proteção) natural para a empresa como um todo. “Nós vamos criar um hedge natural para a Embraer, mas nós precisamos vender mais para ajudar a companhia como um todo. Nós necessitamos cerca de 600 milhões de dólares em vendas locais para ter um hedge natural”, destacou o executivo.

Ele definiu 2012 como um ano de consolidação para a divisão, na qual a companhia planeja reunir todas as empresas compradas desde o seu início em 2011 para oferecer soluções integradas aos seus clientes. Os principais mercados nos quais a Embraer Defesa e Segurança pretende se concentrar incluem a América Latina, Sudeste da Ásia, África e Oriente Médio, acrescentou Aguiar.

(Com Agência Estado)

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