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Em semana volátil, Ibovespa encerra em alta de 0,97% puxada por Petrobras

No acumulado semanal, bolsa fica no zero a zero, afetada principalmente pela inflação nos EUA; dólar fecha a 5,2705 reais

Por Luisa Purchio Atualizado em 14 Maio 2021, 22h50 - Publicado em 14 Maio 2021, 17h50

Depois de uma semana de volatilidade principalmente por conta da preocupação com a inflação nos Estados Unidos após a divulgação de dados de forte recuperação econômica no país, o Ibovespa encerrou em alta diária de 0,97%, a 121.880,82 mil pontos nesta sexta-feira, 14. Resultados acima do esperado no primeiro trimestre de empresas como a Petrobras puxaram a bolsa brasileira para cima, com os papeis da PETR4 em alta de 5,16% e da PETR3 em 4,65%. No acumulado da semana, a bolsa recuou 0,12%

“Foi um dia bastante positivo para as bolsas brasileiras e grande parte delas performaram no positivo. Com isso, o mercado futuro votou para a casa dos 122 mil pontos”, diz Romero Oliveira, chefe de renda variável da Valor Investimentos. Próximo ao fechamento do mercado, o Ibovespa Mini subiu 0,93%, a 122.100 pontos.

A revisão do PIB de 2021 para cima por diversas casas financeiras também contribuiu com o cenário positivo. Banco Itaú, XP e Credit Suisse aumentaram o crescimento este ano com base nos dados do IBC-Br de março, que apontaram um impacto da Covid-19 na atividade econômica mais suave do que o estimado.

  • Apesar das fortes altas que o setor de commodities sofreu ao longo da semana, o dia foi de correção no mercado brasileiro e empresas como Vale, CSN e Cemig encerraram em queda. Por outro lado, porém, a alta acumulada do preço das commodities contribui com a recuperação econômica do país uma vez que é um grande exportador dos produtos.

    Esta alta de preços causada pela dificuldade de oferta de produtos, causada por falta de insumos, vem ajudando a diminuir a pressão sobre o dólar comercial em relação ao real. Na semana, a moeda subiu levemente, 0,83%, porém ainda continua em patamares baixos em relação a abril.

    “O dólar saiu de 5,70 reais e foi para próximo dos 5,30 reais graças à perspectiva de depreciação internacional da moeda americana. Caso o cenário brasileiro melhore em alguma medida, com perspectiva de crescimento, vacinação mais rápida e alguma visão mais clara de reformas que reduzam o grau de endividamento, o real terá espaço para se depreciar ainda mais”, diz Romero Oliveira, chefe de renda variável da Valor Investimentos.

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