Em recuperação judicial, dona da Tok&Stok vê o prejuízo mais que dobrar em um ano
Resultado do Grupo Toky, dono também da Mobly, ficou negativo em R$ 232 milhões no segundo trimestre, de acordo com balanço divulgado pela companhia
O Grupo Toky, dono das redes Tok&Stok e da Mobly e que está em processo de recuperação judicial, informou um prejuízo líquido de 232,7 milhões de reais no segundo trimestre de 2026. É um aumento de 162% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o resultado ficou negativo em 88,9 milhões de reais. As vendas totais tombaram 32% de um ano para o outro, de 433,3 milhões para 295,2 milhões de reais, enquanto a receita líquida teve uma retração de 37%, para 207,1 milhões de reais.
A companhia entrou com um pedido de recuperação judicial em maio deste ano, e teve o processo aprovado em junho pela Justiça paulista. “A medida é fundamental para reestruturar o endividamento bancário, hoje incompatível com a [nossa] atual geração de caixa e com o custo de capital”, disse a diretoria do grupo na carte de apresentação de seu balanço referente ao segundo trimestre, divulgado ao mercado na noite da sexta-feira.
“O desempenho do Grupo Toky no segundo trimestre de 2026 foi moldado por um cenário macroeconômico severamente restritivo, caracterizado pela manutenção de taxas de juros elevadas, pelo alto endividamento das famílias e pela escassez de crédito, fatores que pressionaram diretamente o consumo no setor de móveis e decoração”, acrescenta o documento.
O Toky faz parte de uma lista que só cresce de companhias do varejo nacional passando por dificuldades financeiras. Neste fim de semana, tanto a Casas Bahia quanto a Marabraz também fizeram a abertura de pedidos próprios de recuperação judicial, em meio à combinação de mal desempenho das vendas com um endividamento crescente.







