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Em prévia do PIB, atividade econômica recua 0,11% em março

IBC-Br cai ante fevereiro mas fecha 1º trimestre com alta de 10%, informa o Banco Central

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,11% em março ante fevereiro, mas fecha o primeiro trimestre de 2014 com alta de aproximadamente 0,3% sobre os últimos três meses do ano anterior, de acordo com dados dessazonalizados, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira. Em comparação com o mesmo período de 2013, a taxa cresce 1,02% no primeiro trimestre deste ano. Em doze meses até março, o indicador avança 2,11%.

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Analistas consultados pela agência Reuters esperavam queda de 0,1% na comparação mensal, de acordo com a mediana de 22 projeções, que variavam de recuo de 0,4% a alta de 0,6%. O relatório Focus do BC na segunda-feira mostra que o mercado aposta em expansão de 1,69% do PIB em 2014 e de 1,9% em 2015.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.

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Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou amenizar o baixo crescimento do Brasil dizendo que “a vida não tem sido fácil” para as economias de modo geral e que não se sai com facilidade de uma crise como a que ocorreu nos últimos anos. Em discurso na Câmara dos Deputados, o ministro disse que as perspectivas para a economia brasileira são de uma melhora gradual nos próximos anos, “em sintonia com a recuperação da economia mundial.”

“A boa notícia é que podemos dizer que a crise já está sendo superada. Mas, da superação da crise até conseguirmos implantar novo ciclo de crescimento, há uma transição dolorosa pra todos os países envolvidos”, reconheceu. “Talvez 2013 tenha sido o ano da virada.”

(com agência Reuters)