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Em dia de queda nas bolsas mundiais, Bovespa recua mais de 3%

Expectativas com divulgação de pesquisas eleitorais e dados ruins dos EUA motivaram cautela de investidores nesta quarta-feira

Conduzido pela aversão ao risco que pautou os negócios no exterior e também por incertezas envolvendo o cenário eleitoral brasileiro, o Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa, terminou esta quarta-feira em baixa de 3,24%, aos 56.135,27 pontos. Na mínima, registrou 54.919 pontos (-5,34%) e, na máxima, 58.012 pontos (-0,01%).

Os investidores “digeriram” o primeiro debate na TV entre Dilma Rosseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), realizado pela Rede Bandeirantes. A conclusão foi de que não houve um “vencedor”, o que, em última instância, favorece a candidata petista. Além disso, o mercado ficou na defensiva, à espera da divulgação das pesquisas eleitorais. O Datafolha informou nesta quarta-feira que os candidatos Dilma Rousseff e Aécio Neves mantêm empate técnico nas intenções de voto para o segundo turno. Aécio segue na frente com 51%, enquanto Dilma está com 49% dos votos válidos.

A Petrobras liderou as perdas do índice. Os papéis preferencias da petroleira (PN, sem direito a voto), caíram 6,93%, e as ações ordinárias (ON, com direito a voto) perderam 6,86%. Em seguida, aparecem BrMalls ON, com retração de 5,74%. No geral, apenas duas ações subiram: Fibria PN (+1,51%) e Vivo PN (+0,29%).

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No exterior, dados desfavoráveis sobre a economia americana também ajudaram a esfriar os negócios. Nos EUA, o índice de preços ao produtor (PPI) caiu 0,1% em setembro ante agosto. Foi a primeira queda na inflação ao produtor em um ano e contrariou as estimativas dos analistas, que esperavam alta de 0,1%. Já as vendas no varejo recuaram 0,3% em setembro ante agosto, quando a estimativa era de recuo de 0,1%.

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,06%, aos 16.141,74 pontos, S&P teve retração de 0,81%, aos 1.862,49 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 0,28%, aos 4.215,32 pontos.

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Dólar – A moeda america subiu 2,37%, e terminou a 2,4575 reais na venda, após chegar a 2,4636 reais na máxima da sessão. Foi a maior alta diária desde 21 de agosto de 2013, quando subiu 2,39%, momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sinalizava que reduziria em breve seu programa de compra de títulos.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)