Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Em dia de muita oscilação, dólar fecha a sexta-feira em baixa

Possível aumento na previsão de déficit no orçamento de 2015 e corte dos juros na China dividiram as atenções dos investidores; moeda encerrou negociada por 3,89 reais

Por Da Redação 23 out 2015, 16h55

Em um dia de muitas oscilações, o dólar fechou em queda nesta sexta-feira, reagindo à preocupação dos investidores com a situação fiscal do Brasil e ao corte de juros na China. A moeda americana recuou 0,43%, a 3,89 reais. Ao longo da sessão, a cotação desceu a 3,86 reais na mínima e, na máxima, foi a 3,93 reais.

“A cautela com anúncio do déficit fiscal fez o mercado se defender”, disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado. O governo deve enviar previsão de déficit primário de 70 bilhões de reais em 2015 ao Congresso – a estimativa foi apresentada na quinta-feira pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner. O anúncio do rombo, esperado para acontecer nesta sexta-feira, foi adiado para a próxima semana.

Investidores temem que a deterioração das contas públicas possa levar o Brasil a perder seu selo de bom pagador na avaliação de outras agências de classificação de risco além da Standard & Poor’s. Isso afastaria ainda mais capitais do país em um momento de intensa incerteza política.

Em contrapartida, a decisão da China de afrouxar a política monetária para enfrentar a fraqueza na economia trouxe algum alívio. O banco central chinês reduziu suas principais taxas de juros e cortou a de compulsório para todos os bancos, em um momento em que a fraqueza na segunda maior economia do mundo vem reduzindo a demanda por ativos de mercados emergentes.

Segundo o economista da 4Cast Pedro Tuesta, além de favorecer mercados emergentes por si só, os cortes são evidência de fraqueza na China e podem levar o Federal Reserve, banco central americano, a manter os juros perto de zero por mais tempo.

Leia mais:

Com o dólar alto, despesas de brasileiros no exterior caem 47%

TCU nega que tenha determinado pagamento de ‘pedaladas’ em uma só vez

(Com Reuters)

Continua após a publicidade
Publicidade