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Em ata, Fed defende cautela para novas reduções dos estímulos

Dirigentes indicaram que novas reduções serão adotadas após análise meticulosa das condições de mercado, sobretudo na questão do emprego

Por Da Redação - 8 jan 2014, 17h16

A ata da reunião de 18 e 19 de dezembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada nesta quarta-feira, mostrou que muitos integrantes do comitê defenderam cautela na redução das compras de títulos e afirmaram que ainda não é possível determinar uma trajetória consistente para novas reduções. A reunião de dezembro dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) marcou o início da redução das compras de títulos da autoridade monetária dos Estados Unidos. As compras mensais, que antes eram de 85 bilhões de dólares, foram reduzidas para 75 bilhões de dólares.

Segundo a ata, alguns dos 10 integrantes do Fed com poder de voto expressaram preocupação com a possibilidade de aperto das condições financeiras caso a redução nas compras de ativos fosse interpretada como sinalização de que o comitê provavelmente vai retirar a medida expansionista mais rápido que o esperado.

Por isso, a maioria dos membros votantes julgou que o comitê deve proceder cautelosamente ao fazer a primeira redução no ritmo, indicando que mais reduções serão adotadas após análise meticulosa das condições de mercado.

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Os dirigentes também afirmaram que novas reduções não estão em “trajetória definida” e dependem de progresso no mercado de trabalho e na inflação. Novos cortes também dependerão da eficácia do programa nos próximos meses.

Janet Yellen – A redução dos estímulos terá início juntamente com a entrada da economista Janet Yellen no posto máximo do Fed, no lugar de Ben Bernanke, que deixará o órgão no próximo dia 31. Yellen foi a artífice, junto com Bernanke, do programa de estímulos colocado em prática desde 2007 que ajudou a resgatar a economia americana da recessão. Também é vista como uma profissional conciliadora, característica importante num órgão em que as decisões são baseadas em consenso. Uma transição suave, parcimoniosa e quase imperceptível é o que o mercado espera com o início de sua gestão – sobretudo num momento em que os estímulos começarão a ser retirados da economia.

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