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Em ata do Copom, BC sinaliza: juros seguirão em alta

Diante dos riscos de alta dos preços, autoridade monetária insiste que deve se manter vigilante

Por Da Redação 18 jul 2013, 10h00

Na ata de sua última reunião, divulgada nesta quinta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinaliza que os juros continuarão a subir no país ante os riscos de alta dos preços neste e no próximo ano. O documento indica que a autoridade monetária elevou sua expectativa de inflação para 2014 – e o índice deve, portanto, ficar ainda mais longe da meta de 4,5% estabelecida pelo governo. Já a queda do real ante o dólar é caracterizada como pressão inflacionária a curto prazo. Logo, o BC repete na ata que sua política deve permanecer “especialmente vigilante” e que é “apropriada a continuidade do ritmo de ajuste das condições monetárias ora em curso”. Na última reunião, o Copom decidiu elevar a Selic, a taxa básica de juros, de 8% para 8,5%. O mercado financeiro, segundo o Boletim Focus, projeta Selic em 9,25% para o final do ano.

De acordo com o BC, o atual ciclo de aperto monetário, contudo, fará os preços entrarem em trajetória de declínio. “O Copom destaca que, em momentos como o atual, a política monetária deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que níveis elevados de inflação como o observado nos últimos 12 meses persistam no horizonte relevante para a política monetária”, indica a ata.

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Em junho, a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estourou novamente o teto da meta (6,5%), ao acumular alta 6,70% em 12 meses, maior alta desde outubro de 2011. Mas a variação mensal – de 0,26% – veio bem abaixo das expectativas, reforçando as apostas de que o BC não precisaria acelerar o passo e elevar ainda mais a Selic.

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A perspectiva é de que a inflação continue perdendo força, mas o mercado ainda aposta que o IPCA fechará este ano a 5,8%, praticamente em linha com o ano passado (5,84%) e acima do valor central da meta do governo, de 4,5%.

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Segundo a ata, o BC elevou sua projeção para a inflação em 2014 no cenário de referência, mantendo-a acima do centro da meta do governo, de 4,5% pelo IPCA. Para 2013, ainda no cenário de referência, a projeção da inflação não mudou, também permanecendo acima da meta.

(com agência Reuters)

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