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Eletrobras estuda construção de usina em Angola–presidente

RIO DE JANEIRO, 3 Mai (Reuters) – A Eletrobras estuda a possibilidade de construir uma usina hidrelétrica em Angola nos próximos anos, segundo o presidente da estatal José da Costa Carvalho Neto.

Ele informou que está desenvolvendo estudos junto com o governo local para a construção de uma hidrelétrica ica de 350 megawatts (MW) em local ainda não definido.

“Estamos estudando uma usina em Angola… é um projeto que depende de estudos que levam cerca de dois anos e seria um projeto para cinco anos”, disse o executivo a jornalistas.

Carvalho Neto disse que cálculos iniciais apontam para um investimento de 700 milhões de dólares em um projeto desse porte.

A idéia, se os estudos progredirem, é formar uma parceria com uma empresa estatal local do ramo de energia para dar andamento ao projeto. “Sempre procuramos trabalhar com empresas locais e ter a participação delas”, disse ele a jornalistas em evento sobre oportunidades de negócios na África.

A empresa firmou recentemente um acordo com o governo de Moçambique para tentar viabilizar a construção de uma grande hidrelétrica e duas linhas de transmissão.

Carvalho Neto revelou que há ainda conversas com a Nigéria para desenvolver projetos no ramos de energia.

O presidente da Eletrobras informou que esse ano a estatal deve investir 300 milhões de reais e a meta, nos próximos anos, é destinar 10 por cento do investimento anual na área internacional. “Ainda não vai dar para ser no ano que vem, mas estamos caminhando para fazer nos próximos anos”, declarou.

Atualmente, a Eletrobras trabalha no exterior na construção de um linha de transmissão para o Uruguai, que deve estar pronto em outubro de 2013, e estudos para a construção de eólicas no Uruguai.

O executivo espera que em 60 dias os estudos sobre as eólicas devem estar prontos e, a proposta é construir com a estatal de energia do Uruguai UTE parques com potencial de 180 a 300 MW. “O investimento estimado é de 3.500 a 4 mil reais por MW. �A idéia é afirmou Carvalho Neto.

O memorando de entendimentos foi firmado na visita do presidente uruguaio recentemente ao Brasil

O executivo afastou rumores de que o Brasil estaria estudando importar energia da Argentina para suprir a região Sul do país, que passa por um período de estiagem. �

“O que o Brasil, Argentina e Uruguai estudam é a integração do sistema, mas não tem nenhum problema de atendimento ao Rio Grande do Sul… hoje não há necessidade (de importar) da Argentina no curto prazo”, finalizou.

(Por Rodrigo Viga Gaier)