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Eleição na Espanha não consegue aliviar mercados de dívida

MADRI, 21 de novembro (Reuters) – A vitória esmagadora dos conservadores de centro-direita na Espanha não conseguia acalmar os mercados de dívida nesta segunda-feira, com preocupação sobre o aprofundamento da crise da zona do euro e a falta de propostas concretas, fazendo os prêmios de riscos continuarem em ascensão.

A diferença entre os rendimentos os bônus espanhóis e alemães subiu a 472 pontos-básicos, alta de cerca de 28 pontos em relação a sexta-feira. Enquanto isso, os rendimentos dos papéis de 10 anos da Espanha subiam, em linha com os da Itália.

A Espanha é o quinto país da zona do euro a ter um governo derrubado por causa da administração da crise, após Itália, Grécia, Portugal e Irlanda, mas os esforços individuais dos novos governos estão fazendo pouco para dar ânimo ao investidor.

O novo governo italiano está trabalhando em medidas de aperto para equilibrar o Orçamento até 2013. A Irlanda, por sua vez, propôs uma elevação de 2 pontos percentuais no imposto sobre valor agregado e há relatos de que o governo esteja buscando cortar os gastos com bem-estar social para conter o endividamento.

A ampliação do spread desta segunda-feira devia-se principalmente à ausência de atuação do Banco Central Europeu (BCE) no mercado, disse o estrategista de juros do RBS, Harvinder Sian.

O BCE vem comprando dívida governamental espanhola e italiana desde agosto para ofuscar a agitação dos mercados, que temem que os países precisem de ajuda externa.

(Por Paul Day)