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Eike poderá fechar estaleiro da OSX, diz Bloomberg

Assessores aconselham empresário a se desfazer do ativo para reduzir seu endividamento

Por Da Redação
4 jul 2013, 17h19

O empresário Eike Batista, que se encontra no centro de uma grave crise de confiança em relação a suas empresas, foi aconselhado a encerrar as atividades do estaleiro da OSX, sua empresa de construção naval. Segundo a Bloomberg, o empresário foi aconselhado a desativar o estaleiro da OSX e a vender as plataformas de produção para levantar recursos.

O estaleiro ainda está em construção. Mas sua venda permitiria que o empresário conseguisse receita suficiente para pagar alguns credores e repartir o dinheiro entre os acionistas.

A capacidade de Eike em honrar com o pagamento das dívidas de suas empresas foi colocada em xeque ao longo das últimas semanas, sobretudo no caso da petroleira OGX. Bancos chegaram a afirmar que a empresa poderá ficar sem caixa em um ano, caso não consiga obter receita com a extração de petróleo ou o aporte de 1 bilhão de reais. Na noite de terça-feira, a agência de classificação de risco Standard and Poor’s rebaixou o rating da dívida da OGX para o grau ‘pré-default’, que significa um alto risco de a companhia não conseguir pagar suas dívidas. Em seguida, a Moody’s fez o mesmo.

Segundo um relatório do Bank Of America Merrill Lynch, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa estão altamente expostos ao endividamento do grupo EBX. O documento também relata a exposição de instituições privadas, como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC e BTG Pactual. Como a holding EBX não possui capital aberto (e, por isso, não divulga seus balanços), a estimativa de endividamento do grupo com os bancos ainda é parcial. Mas, mesmo assim, o montante impressiona: 13 bilhões de reais.

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Segundo informações oficiais obtidas pela Bloomberg junto ao BNDES, o bilionário chegou ao ponto de utilizar sua fortuna pessoal como garantia para 2,3 bilhões de reais em empréstimos junto ao BNDES. No total, o banco disponibilizou 10,4 bilhões ao empresário desde 2007. Contudo, o valor, de fato, desembolsado pelo BNDES ainda não é público.

O ‘inferno astral’ de Eike Batista nos negócios começou em junho de 2012, quando a OGX informou que a capacidade de produção de seus poços seria muito menor do que havia sido divulgado a investidores na abertura de capital da companhia. De lá pra cá, todos os projetos de Eike foram colocados em xeque. A situação se agravou nesta segunda-feira, quando a OGX Petróleo informou que poderá fechar seu único poço petrolífero ativo.

Sua fortuna, que no início de 2012 superava os 30 bilhões de dólares, agora está em 2,9 bilhões de dólares, segundo a Bloomberg.

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