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EcoRodovias vence leilão da Ponte Rio-Niterói

Empresa ofereceu tarifa de R$ 3,28442, desconto de 36,67% em relação à tarifa máxima fixada no edital

Por Da Redação - 18 mar 2015, 11h35

A EcoRodovias venceu o leilão pela concessão da Ponte Rio-Niterói, ao oferecer uma tarifa de 3,28442 reais, o que corresponde a um deságio de 36,67% em relação à tarifa máxima fixada no edital, de 5,18620 reais. A segunda melhor proposta foi do Consórcio Nova Guanabara, com tarifa de 3,359 reais, deságio de 35,23% em relação à tarifa-teto estabelecida.

A Triunfo ficou com a terceira melhor proposta, de 3,86999 reais, desconto de 25,37%. A novata em leilões de rodovias JSL, que disputou o leilão por meio da controlada CS Brasil, ofereceu tarifa de 4,07895 reais, deságio de 21,34%. Inicialmente, o leiloeiro havia lido o número erradamente, o que havia indicado um deságio de apenas 7,64%, mas posteriormente a BM&FBovespa corrigiu a informação do lance em seu site. A Infra Bertin, parceria do grupo Bertin com o italiano Atlantia, ofereceu tarifa de 4,14170 reais, deságio de 20,13%.

Por fim, a CCR, que atualmente administra o trecho, ofereceu o menor deságio, de 18,20%, com uma tarifa sugerida de 4,24230 reais. O trecho a ser concedido, com 13,2 quilômetros de extensão, fica na BR-101 entre o acesso à ponte, em Niterói, e o entroncamento com a RJ-071, a Linha Vermelha. O contrato de concessão terá duração de 30 anos e exigirá investimentos da ordem de 1,3 bilhão de reais.

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A concessão envolve a gestão da ponte por 30 anos e exigirá investimentos de 1,3 bilhão de reais. Este foi o primeiro grande leilão depois que a Operação Lava Jato apertou o cerco nas investigações de corrupção, envolvendo algumas das principais empreiteiras do Brasil e a Petrobras.

O valor do contrato da ponte é de 5,14 bilhões de reais, com base em valores de janeiro de 2014, segundo o edital divulgado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

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O leilão vem após a sanção sem vetos da Lei dos Caminhoneiros, que, na avaliação das concessionárias de rodovias, aumentou o risco regulatório do setor, por ferir contratos atualmente em vigor.

(Com Estadão Conteúdo)

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