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Economistas preveem que Brasil crescerá menos de 3% em 2011

Rio de Janeiro, 12 dez (EFE).- Após a estagnação registrada no terceiro trimestre, os economistas dos bancos nacionais reduziram a previsão de crescimento econômico para menos de 3% neste ano, informou nesta segunda-feira o Banco Central.

Os economistas das instituições financeiras, que foram consultados na última semana pelo Banco Central, calculam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,97% em 2011, uma projeção inferior ao crescimento de 3,09% que era calculado há duas semanas pelos mesmos economistas.

A revisão em baixa aconteceu depois que o Governo divulgasse na última terça-feira que, após oito trimestres consecutivos de crescimento, a economia não cresceu no terceiro trimestre deste ano.

Apesar da estagnação da atividade econômica entre julho e setembro, o crescimento acumulado nos primeiros nove meses do ano foi de 3,2%. Já nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 3,7%.

Tanto para o Governo como para os economistas, a estagnação do terceiro trimestre é uma consequência das medidas restritivas, que foram adotadas no início do ano com intenção de frear a inflação, e da crise econômica internacional, que reduziu a demanda de produtos brasileiros no exterior.

Apesar da estagnação econômica entre julho e setembro, o Governo espera por uma ligeira recuperação no quarto trimestre. Esta reação no fim de ano poderá fazer com que o Brasil termine 2011 com um crescimento de aproximadamente 3,2%, abaixo dos 3,8% previstos oficialmente. Já em 2012, o índice de crescimento deve se situar entre 4% e 5%.

Além de reduzir a previsão de 2011, os economistas consultados também reduziram a projeção de crescimento de 2012, rebaixada de 3,48% para 3,40%.

Em ambos os casos, o crescimento da economia brasileira será menor que a metade do índice registrado em 2010 (7,5%), um recorde negativo que há 25 anos não era quebrado.

Segundo a enquete do Banco Central, os economistas dos bancos mantiveram a previsão para a inflação deste ano em 6,50%, porém, elevaram a do próximo ano de 5,42% para 5,49%. Nos dois casos, o índice está acima da meta estipulada pelo Governo (4,50%).

A projeção para a taxa de câmbio no final de 2011 aumentou de R$ 1,79 para R$ 1,80 por dólar. No entanto, a previsão para 2012 foi mantida em R$ 1,75 por dólar.

A previsão do superávit comercial registrou um aumento, de US$ 28,7 bilhões para US$ 28,77 bilhões em 2011. Para 2012, a previsão também registrou um aumento, de US$ 17 bilhões para US$ 17,45 bilhões.

Em relação ao investimento estrangeiro direto, os economistas elevaram suas expectativas para este ano, de US$ 60 bilhões para US$ 60,1 bilhões, e mantiveram o valor de US$ 54 bilhões para 2012. EFE