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Economistas elevam a previsão do PIB após 20 semanas de queda

Analistas consultados pelo BC projetam crescimento de 0,82%; apesar do patamar de 'pibinho' ser mantido, foi a primeira alta desde março do Boletim Focus

Analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central aumentaram ligeiramente a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 2019.  Nesta semana, os economistas estimam que a economia brasileira crescerá 0,82% este ano. O aumento foi tímido, de 0,01% e ainda indica “pibinho”, mas é a primeira revisão para cima feita em 20 semanas pelo mercado. Os dados são do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 22.

A previsão de alta interrompe uma sequência de quedas consecutivas que vinha desde fevereiro deste ano. Na semana passada, quando os economistas foram consultados pelo BC, o ministro da economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo liberaria o saque de contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. O objetivo é alavancar a economia e o consumo.

Confirmada pelo presidente Jair Bolsonaro, a expectativa era que a medida fosse anunciada na última quinta-feira, mas deve ser liberada na quarta-feira. A ideia da equipe econômica é semelhante ao que fez o governo Michel Temer, quando liberou o saque de contas inativas e impactou o consumo das famílias em 2017.

Também na semana passada, o Banco Central divulgou o resultado do IBC-Br — índice que mede o nível da atividade econômica mensalmente e é considerado um termômetro do PIB —, com alta de 0,54% em maio. Foi o primeiro resultado positivo desde janeiro.

A previsão de crescimento da economia, no entanto, continua abaixo dos 1%. Neste ano, em janeiro, os economistas consultados pelo Banco Central acreditavam em um PIB de 2.57% no ano.

Os analistas do mercado financeiro também reviram a previsão para a inflação oficial deste ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é estimado em 3,78% ao final desde ano.  Na semana passada, os economistas estimavam 3,82%.

 Caso feche o ano neste patamar, o indicador fica abaixo da meta de inflação estipulada pelo governo, de 4,25% e dentro da margem de tolerância prevista prevista pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), entre 2,75% e 5,75%, 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.