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Economist: escolha de ministros mostra que Dilma admite erros do 1º mandato

Revista britânica, que defendia a mudança de governo, diz que indicação de novo time econômico é bom sinal, mas alerta que Dilma terá de dar autonomia a ministros

Por Da Redação - 28 nov 2014, 16h19

A apresentação da nova equipe econômica de Dilma Rousseff (PT) é positiva para o Brasil e indica que a presidente pode ter reconhecido os erros cometidos na área econômica. A afirmação é da revista britânica The Economist na edição desta semana.

A revista relembra que a nomeação de Joaquim Levy para a Fazenda ocorreu em meio a um cenário de deterioração fiscal, em que a presidente se viu obrigada a convocar o ‘número 2’ do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula. Na época, os dois empreenderam um dos maiores ajustes fiscais já realizados no país.

Conforme a Economist, a primeira missão da nova equipe é “restaurar a credibilidade da política econômica”. Isso significa reafirmar o compromisso do Brasil com o tripé macroeconômico: metas fiscal e de inflação e câmbio flutuante. Outra tarefa importante, segundo a revista, é promover um aperto no orçamento. Para minimizar o impacto desta medida sobre o emprego, Nelson Barbosa, futuro ministro do Planejamento, disse que isso deve acontecer de forma gradual e com o foco em um “implacável aumento nos gastos com programas sociais”.

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Ainda que a equipe econômica seja qualificada, a revista alerta que é importante que ela tenha autonomia para fazer o seu trabalho sem a interferência de Dilma. Esta foi uma de suas principais marcas durante o primeiro mandato. Além disso, a presidente deve enfrentar resistência por parte de aliados para colocar em prática as mudanças necessárias.”Ela também terá de defender um plano econômico que será impopular no curto prazo, especialmente dentro de seu próprio partido”, reforça. Para a Economist, a estratégia atual da presidente é parecida com a de seu adversário derrotado nas eleições, Aécio Neves.

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Por fim, a revista reforça que há uma “nuvem ainda mais negra” no horizonte do país, citando as denúncias envolvendo desvios bilionários em contratos da Petrobras, cuja investigação é conduzida pela Operação Lava Jato.

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