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Economia mundial precisa de estímulos, diz Dilma

Para a presidente, ações que apenas reduzem os déficits orçamentários não são suficientes para restaurar a saúde financeira e fiscal da Europa

Por Da Redação - 19 jun 2012, 17h40

A presidente Dilma Rousseff pediu nesta terça-feira, após deixar a reunião do G-20 no México, que a União Europeia implemente “medidas adequadas” para lidar com a crise de dívida. Ações que apenas reduzem os déficits orçamentários não são, na avaliação dela, “suficientes para restaurar a saúde financeira e fiscal na Europa ou em qualquer outro lugar”. Dilma defendeu que todos os países do mundo também adotem programas de estímulo econômico para ajudar na tarefa de expandir o PIB.

Alemanha – O governo alemão, liderado pela chanceler Angela Merkel, insistiu na reunião que os países da periferia do euro – Grécia, Irlanda e Portugal, que precisaram de ajuda externa para pagar suas dívidas – façam cortes em seus déficits orçamentários como resposta aos pacotes de socorro. Os alemães, por sua vez, resistiram na adoção de programas de gastos para ajudar a estimular o crescimento econômico.

“Existe a percepção da importância do corte de déficit junto com a necessidade de crescimento”, acrescentou a presidente brasileira. Dilma Rousseff também pediu que os membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) levem adiante o acordo sobre as reformas na Instituição. Brasil, China e outras economias emergentes querem aumentar seu poder de voto no FMI de forma a refletir o aumento da importância de suas economias.

Os chamados países do Brics – Brasil, Rússia, China e África do Sul – disseram nesta segunda-feira que disponibilizarão de forma conjunta 75 bilhões de dólares ao FMI para aumentar o poder de fogo do órgão com vistas a conter qualquer ampliação de crise fiscal e de dívida na Europa. “Países que estão atualmente mal representados no FMI estão resistindo às mudanças”, afirmou Dilma.

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Rodada Doha – A presidente pediu o retorno das conversações comerciais na rodada Doha, como forma de lidar com práticas comerciais injustas. Discussões anteriores em Doha reconheceram que este tipo de prática precisa ser corrigido, mas novas negociações foram adiadas por causa da crise econômica global, explicou a presidente. “Os países que mais se beneficiam deste tipo de prática estão ganhando tempo com o atraso nas novas negociações”, reclamou Dilma.

(com Agência Estado)

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