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Economia informal cai a 16,8% do PIB em 2011, diz pesquisa

Em 2011, informalidade atingiu um valor estimado em 95,7 bilhões de reais

Em 2010, a economia informal correspondeu a 17,7% do PIB

A economia informal do país atingiu em 2011 um valor estimado em 95,7 bilhões de reais, correspondente a 16,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Os dados são da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO), que divulgaram nesta quarta-feira o Índice de Economia Subterrânea (IES). O indicador estima o tamanho de atividades deliberadamente não declaradas aos poderes públicos, com o objetivo de sonegar impostos e de quem se encontra na informalidade por força da tributação e burocracia excessivas.

Um ano antes, em 2010, a economia informal correspondia a 17,7% do PIB – um total de 668,6 bilhões de reais. Em 2003, primeiro dado disponível, a economia informal correspondia a 21% do PIB, ou 357,3 bilhões de reais. Para o presidente executivo do ETCO, Roberto Abdenur, o ritmo de queda do indicador deve desacelerar em 2012.

Segundo ele, o principal fator para a queda de 2003 até 2011 foi a expansão do emprego formal – variável diretamente associada à atividade econômica do país. Com a desaceleração do crescimento brasileiro, a tendência é que a formalidade também diminua o ritmo. “Depois de uma fase de mercado de trabalho muito aquecido, o Brasil está chegando a um limite de formalização, ao menos momentâneo, do emprego”, afirma Abdenur.

De acordo com ele, nos países desenvolvidos, o porcentual médio da economia informal em relação ao PIB é de cerca de 10%. Com base no histórico do nível de informalidade e na confiança de que haverá retomada no crescimento do país a partir de 2013, Abdenur estima que o Brasil chegará a este patamar no final da década. “Mas para isso temos que corrigir deformações existentes na economia, como a excessiva burocracia, as altas taxas de juros e o excesso de tributos”, alerta.

Para calcular o índice, a FGV usa uma combinação de métodos: um monetário, que estima a demanda nacional da moeda, e outro de informalidade, baseada em informações do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios). A partir desses dados, a entidade diz fazer uma média entre as duas formas de estimar o que é intangível.

(Com Agência Estado)