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Economia do Pará será a única que não vai encolher em 2015

Segundo estudo do banco Santander, todos as outras unidades da Federação encerrarão o ano com PIB negativo

Por Da Redação 15 out 2015, 12h46

A recessão prevista neste ano próxima de 3% deve se alastrar e derrubar a economia de quase todos os Estados brasileiros. Segundo previsões do banco Santander, só um não ficará no vermelho: o Pará, que deve fechar o ano com o Produto Interno Bruto (PIB) estagnado. As informações foram publicadas nesta quinta-feira pelo jornal O Globo. Se a estimativa se concretizar, será a primeira na história – a série do IBGE que mede o PIB começou a ser contabilizada em 1996 – que a economia de todos os Estados registrará desempenho negativo ou zerado.

No estudo, o banco prevê uma recessão de 2,8% no PIB do país em 2015. Os economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central esperam contração de 2,97% e o Fundo Monetário Internacional, de 3%. Segundo a instituição financeira, as quedas mais acentuadas na atividade econômica devem ser verificadas em Pernambuco (-4%), Amazonas (-3,8%), Goiás (-3,8%), Paraíba (-3,7%) e Tocantins (-3,6%). Para os PIBs de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, foi previsto um recuo de 2,6%, 2,5% e 2,7%, respectivamente.

“A ideia é de que praticamente todos os Estados terão queda no PIB este ano. Recessão de 3% acaba afetando toda a economia. Mesmo regiões antes ganhadoras, como o Centro-Oeste, não conseguirão escapar”, avalia o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale.

Fatores específicos de cada Estado também contribuíram para a baixa nas projeções. No caso de Pernambuco, por exemplo, o dado foi influenciado pela paralisação das obras da refinaria de Abreu e Lima, alvo de denúncias da Operação Lava Jato, que empurrou o setor da construção civil a uma queda de 14,1%. Especialistas também apontam que o Estado sofre com a saída de empresa que receberam benefícios fiscais no ano passado para se instalar na região e fecharam as unidades em 2015.

“Quando você entra numa situação de recessão forte, as filiais daqui são as primeiras a fecharem as portas, porque os custos ficam muito altos. Pernambuco está longe do principal centro consumidor do Brasil, que é São Paulo”, afirma Tatiane Menezes, professora de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Os efeitos do desaquecimento da economia são atenuados por dois setores que estão crescendo no cálculo do PIB – indústria extrativa e agropecuária. O que explica a melhor colocação do Pará, onde a extração de minério responde por 30% da economia. Além disso, a maior parte desse tipo de produto é destinada à exportação, que vem ganhando fôlego nos últimos meses com a escalada do dólar. “Mesmo com a queda do preço dos minérios no mercado internacional, e apesar da diminuição da receita com vendas por tonelada exportada, o Estado do Pará vem apresentando contínuos superávits comerciais explicados em grande pelo aumento do volume exportado”, afirmou, por e-mail, o presidente da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa).

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