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Economia chinesa desacelera de novo no 2º trimestre

PIB cresce 7,5% entre abril e junho e confirma ritmo menor da segunda economia do mundo, que deve ter menor expansão em mais de duas décadas

A economia chinesa cresceu 7,5% durante abril e junho deste ano, na comparação com o segundo trimestre do ano passado, informou nesta segunda-feira o Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado, dentro do esperado pelos analistas da segunda economia do mundo, é menor do que os 7,7% registrados nos primeiros três meses de 2013.

O total do Produto Interno Bruto (PIB) da China subiu para 24,8 trilhões de iuanes (4,03 trilhões de dólares), volume de fazer inveja a praticamente todos os países, mas que confirma as previsões de desaceleração econômica do gigante asiático. Os 7,5% de aumento do PIB no segundo trimestre coincidem com a meta de crescimento mínimo estabelecida pelas autoridades chinesas para 2013, três décimos menos que o global do ano passado – quando a China teve sua taxa de expansão mais baixa em 13 anos. A meta mínima anual, porém, ainda pode ser sacrificada conforme adiantou o ministro das Finanças Lou Jiwei. Ele afirmou que o crescimento da economia do país pode ser de 7% neste ano, abaixo do alvo estabelecido.

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Os dados apresentados nesta segunda-feira pela China confirmam a tendência do ritmo menor na economia. Pelo quinto trimestre seguido, o PIB do país cresce abaixo de 8%. No balanço dos seis primeiros meses deste ano, o crescimento ficou em 7,6% ante o mesmo período do ano passado, somente um décimo acima do objetivo mínimo para o ano. Mesmo se for alcançada a meta anual de 7,5%, o produto interno bruto chinês terá em 2013 seu pior desempenho em mais de vinte anos.

Na apresentação dos dados, o porta-voz do Escritório Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun, assegurou que a economia do país “realizou um desenvolvimento sustentado e cresceu a um ritmo moderado”. O menor crescimento nos últimos trimestres é explicado pelo reajuste do modelo econômico chinês, muito dependente das exportações e da demanda externa. A intenção do governo é fazer com que o consumo interno seja o componente mais importante.

Apesar do arrefecimento da economia, os analistas não esperam que as autoridades chinesas tomem medidas de estímulo nos próximos meses, algo que se interpreta como a vontade dos novos líderes de sacrificar décimos do PIB a curto prazo para assegurar um crescimento sustentado a longo prazo.

(Com agência EFE)